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Viagens pela África

Para começar bem esse espaço Fernweh , resolvi montar uma série de textinhos sobre minhas viagens pela África, realizadas por 6 países + 1 conexão em um sétimo país em dois períodos diferentes. Entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, fui para Moçambique, África do Sul e Suazilândia (atual eSsuatini); em junho de 2018 passei um dia em Adis Abeba, na Etiópia; e entre maio e junho de 2019 fui para Togo, Benin e Nigéria.

Isso sem contar o meu primeiro “pouso”, uma conexão no aeroporto de Luanda, Angola. Ao final vou fazer um texto resumindo algumas experiências e depois teremos outros três textos complementares, sobre cinema africano, sobre esporte africano (e a importância dos países em muitas questões olímpicas) e questões LGBTQ nos países que visitei.

Cada parte vai ter um textinho, sobre o trajeto, experiências, dicas, e espero que seja de ajuda para quem esteja planejando uma viagem. Apesar de serem outros tempos, com o covid-19 e incertezas gerais, creio que o quadro geral pouco mudou. Se eu não esclareci algo ou trouxe dúvidas, por favor perguntem, o espaço aqui é para troca e posso fazer mais textos depois destes programados. 

Ruínas na paradisíaca ilha de Santa Carolina, em Moçambique, onde os rumores dizem que Bob Dylan teria se hospedado nos anos 1970 – Foto: Acervo Pessoal (2017)

A África é um continente muito, muito, muito vasto, mas certamente necessita de um espírito de viagem que é bem diferente daquele da Europa, EUA ou até mesmo América Latina. Enquanto algumas áreas já são muito acostumadas com turismo (Egito, por exemplo), há outros países ou regiões que recebem poucos brasileiros a passeio, ou mesmo turistas que não sejam da própria região.

Claro que não recomendo nenhuma viagem agora, mas com o prosseguimento da vacinação e com fortes empecilhos para entrada de brasileiros na Europa, América, Ásia e Oceania, o continente pode ser um destino – em 2022… – para aqueles já vacinados

Vista aérea de Lomé, capital do Togo – Foto: Acervo Pessoal (2019)

É também o continente que talvez tenha o menor número de textos publicados, mas tem  alguns e recomendo a leitura deles se você for fazer uma viagem pelo continente, especialmente por mais que sejam sobre países ou experiências específicas.

Um bem legal que eu li foi “Destinos Invisíveis (uma Nova Aventura Pela África)” de Guilherme Canever. Outro ótimo relato de viagem, ainda que antigo e que inclui poucos destinos africanos é “Por todos os continentes: relatos ao longo de andanças por 82 países” de Roberto Menna Barreto. Se vocês tiverem mais dicas de livros, por favor me contem aqui!

De qualquer maneira, o maior conselho que eu dou em geral é: não dê tanta importância para conselhos que digam o que é certo e o que é errado! O mais importante é seguir o próprio coração e a vontade. Quer dizer, não existe um momento certo para viajar, um local certo para ir, ou uma forma certa de viajar, que sirva para todos. 

Mercado de rua na mítica Soweto, Johnannesburgo, África do Sul – Foto: Acervo Pessoal (2016)

Dito isso, existem formas mais indicadas, existem maneiras de economizar durante a viagem, e talvez há maneiras de se comportar que sejam as corretas ou mais apropriadas para causar menos dor de cabeça e espero cobrir esses temas. 

Entre eles: o que levar, mala, mochilão, mochila, só uma bagagem? Computador, câmera ou aparelhos eletrônicos são recomendados? Vale a pena mesmo escrever diário? Quais moedas e cartões carregar? Melhor fazer reserva antes ou na hora? é preciso ter um guia turístico ou visto? quais idiomas é importante ter uma noção ou isso não importa? etc…

E é importante saber que existem coisas que devem ser pesquisadas antes da viagem e isso serve para todas viagens. O mais fundamental é saber exatamente qual tipo de visto você precisa ou não precisa, as condições da passagem aérea, quais vacinas são necessárias – para vários países a da febre amarela é condição fundamental para brasileiros e provavelmente covid-19 também será em alguns meses. As condições tem alterado muito e em geral, o ideal é consultar o consulado do país e a companhia aérea – mas algumas vezes eles não dão respostas honestas, como vou contar em alguns causos que passei.

Influências brasileiras é visível por todo Benin, como nesta escola próxima ao Caminho do Não-Retorno – Foto: Acervo Pessoal (2019)

Importante lembrar que minhas anotações são apenas memórias do que eu vivi e que acho que pode auxiliar leitores que também vão viajar. A todos países da África eu sempre fui como turista – com certos privilégios como branco, jovem, sem qualquer impedimento de mobilidade, etc. Mas também nunca me hospedei em hotel, sempre viajei sozinho – com alguns companheiros de viagem que encontrei na estrada vez ou outra – e fiz trajetos sem luxo algum. 

Um turista que tenta, sempre que possível, andar o caminho menos percorrido, como diz o poema

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