Category Archives: Uncategorized

#Fernweh – o início

Oi pessoal, sejam bem-vindo ao Fernweh, o espaço em que eu vou falar um pouquinho das minhas viagens pelo mundo, seja para simplesmente compartilhar o que aconteceu comigo ou dar dicas. Fernweh é uma palavra alemã que não tem tradução exata, mas significa o anseio (weh) pela distância (Fern), o oposto ao Heimweh, ou anseio pela casa , geralmente traduzido como nostalgia. A palavra teria sido criada em meados do século XIX, e tem como sinônimo Wanderlust, aquela pessoa que tem desejo (Lust) em se aventurar (wandern) por aí. 

Amigos alemães e que conhecem a língua podem me corrigir, mas eu vejo no Wanderlust algo mais relacionado à ação, enquanto o Fernweh tem mais a ver com o desejo e os sentimentos internos. Enquanto o Wanderlust talvez fizesse mais sentido em um diário de viagem, esse ato de rememorar me parece mais apropriado ao Fernweh – e é o nome do primeiro episódio de uma das minhas séries favoritas, a alemã “Heimat” (1984)! Quem sabe quando eu voltar a pegar a estrada passe a chamar aqui de Wanderlust!

Na segunda-feira (3) vou publicar o primeiro post de uma série de 14 posts sobre minhas viagens por alguns países da África. Mas para começar eu queria saber o que vocês mais querem saber sobre viagens, quais são as principais dúvidas e questões que vocês tenham! Obrigado e boa leitura!! No meu instagram colocarei versões resumidas dos textos e fotos legais dos locais. #Fernweh #ontheroad #viagens

Leave a comment

Filed under Uncategorized

Previsões Eleições EUA

Longa Jornada Noite Adentro hoje na apuração norte-americana. Essa é minha previsão. Provavelmente os resultados só serão conhecidos quarta de manhã e resultados finais durante a semana. Lá vem textão de estado a estado. Mas no fim fui moderado na moderaçào: mesmo com uma virada de Trump e ele indo melhor do que nas pesquisas… perde por 268-270. No senado, os democratas que atualmente estão em desvantagem (47×53), viram para 50×48 e as duas corridas na Geórgia vão para segundo turno em janeiro, cada uma indo para um partido: 51×49.

Spoiler: em 2004 no meu fotolog eu também apostei em Kerry 270×268 Bush e deu Bush 286-252 x Kerry…

Vamos lá como cheguei nos números e coisas para ficar atento.

15 estados votam azul desde 1992 e 13 deles deve dar uma vitória larga para Biden: California (55), Connecticut (7), Delaware (3), Havaí (4), Illinois (20), Maryland (10), Massachusets (11), Nova Jersey (14), Nova York (29), Oregon (7), Rhode Island (4), Vermont (3) e Washington (12). DC (3) com menos de 90% democrata é perigo! A vitória mais difícil foi em 1980 com 74,89%. Dai já tem 182 votos.

Maine é outro que vota democrata desde 1992 e enquanto a vantagem diminuiu, deve dar 3 dos 4 votos para Biden. Colorado (9)e Virginia (13) eram republicanos na Era Bush, mas desde então se consolidaram como democratas, assim como Novo México (5). New Hampshire (4), com exceção de 2000 vota sempre democrata. Biden chega a 216.

Minnesota (10) foi o único estado a votar democrata em 1984 (lembre-se, DC não é estado e os democratas querem transformá-lo em estado, assim como Porto Rico, mas ai é outa história) e portanto tem a maior streak democrata, desde 1976. Trump quase virou em 2016, mas em 2020 ele tá mais distante. Mesma coisa de Nevada (6), outro estado Bushiano que Obama conseguiu manter como azul em 2016 e deve votar em Biden. Todos olhos vão para Michigan (16) e Wisconsin (10), anteriomente considerados seguros para o PD, mas que Trump levou e devem votar no Biden. Daí chegamos a 258. Segura o número.

No lado republicano, Trump deve levar com grande folga Nebraska (4), Arkansas (6), Louisiana (8), Tennessee (11), Alabama (9), Idaho (4), Kentucky (8), Dakota do Norte (3) e do Sul (3), Oklahoma (7), Virgina Ocidental (5) e Wyoming (3): 71 votos. Indiana (11) que votou em Obama em 2008 mas voltou para controle republicano em 2012 e Mississippi (6) também devem ir com folga para Trump: 88. Não espere resultado apertado, mas estou curioso pela diferença de Trump para Biden em Kansas (6) e Utah (6). O maximo que um democrata conseguiu desde 1972 em Utah foi Obama com 34.41. em 1968, Hubert Humphey levou 37.07; Biden aparece perdendo por 41,7×55,7. Em Kansas, se Biden fizer mais do que 41,65 de Obama em 2008 vai ser muito e ele está com 45,7% na pesquisas.

Já com 100 votos, Trump tem folga também em: Montana (3), onde a vantagem tem diminuído e Clinton levou em 1992, Carolina do Sul (9) que vota republicano desde 1980, Missouri (10), onde Clinton venceu duas vezes e Obama quase levou em 2008 e Alaska (3). Alaska é um dos quatro únicos estados fora da Muralha Azul em que Donald Trump teve forte queda em relação a Mitt Romney. Joe Biden pode fazer a melhor campanha democrata desde 2008 e talvez o aquecimento global e políticas de petróleo podem transformar o Alasca em um estado decisivo e muito vai depender desta eleição. Lembrando que para os moradores é bom que o estado seja competitivo, já que traz atenção nacional e dos políticos para os problemas locais.

Bem, daí Trump tem 125 votos. 13 estados são considerados competitivos este ano, entre eles New Hampshire, Maine, Minnesota, Michigan e Wisconsin que já falamos. O único estado em que Trump deve levar com certa folga ainda é Texas (38). As pesquisas apontam vitórias apertadas (50,2×48,9), mas Tump deve chegar aos 163 votos. E lembre-se, Biden tá com 258. 

Ohio e Iowa são autênticos swing states, que mudam os votos durante os anos. Iowa com 6 votos não parece influenciar tanto, mas…  Ohio com seus 18 votos tem a tendência de apontar o rumo da nação e desde 1964 quem vence lá ocupa a Casa Branca. Trump venceu com folga em 2016 e pesquisas sempre mostraram empate ou indecisão, mas em geral favorecendo os republicanos. Mais 24 pra conta de Trump: 187×258.

Georgia (16) e Florida (29) são estados vizinhos sulistas. Georgia vota republicano desde 1996 e Florida caminha com o vencedor nacional desde 1996. Georgia pode ter a melhor votação para um democrata desde Jimmy Carter – que é de lá – em 1980.  Biden liderou brevemente e Trump nunca decolou, mas acho que ainda leva. Biden SEMPRE liderou Florida, e chega com 50,8×48,5 MAS acho que Trump leva aqui também, talvez por muito pouco, coisa de 48,85×48,84 de Bush v. Gore em 2000. Daí Trump vai para 232 e Biden fica em 258. Se Biden vencer Ohio, Florida ou Georgia e aqueles acima em que é claramente favorito, fecha a conta.

Carolina do Norte (15) tinha uma vantagem de 3 pontos para Biden, mas últimas pesquisas o colocam 2 pontos a frente. Nos últimos 40 anos só Obama venceu em 2008 e perdeu em 2012. As pesquisas ou dizem empate ou levemente democrata, mas eu aposto em Trump aqui que chega a 247. De novo, vencendo aqui, Biden fecha a conta.

Daí, chegamos na Pensilvania (20), que votou democrata entre 1992-2016, e onde Hilary Cliton sentia-se segura… com 5 pontos nas pesquisas. Biden também tem vantagem de 5 pontos, e chegou a 7 duas semanas atrás. Todos números e pesquisas botam Biden e Biden vencendo aqui praticamente assegura a vitória, mas meu instinto aponta para vitória de Trump, que chega a 267 pontos e vira diante de Biden com 258. Lembando que os votos pelo correio vão demorar a ser contados, então Trump pode ter uma liderança pequena na noite de terça / manhã de quarta e sofrer virada enquanto votos por correios chegam e são contados. E claro… acionar a justiça. 

Daí falta só Arizona (11), que vota republicano desde 1952, com exceção de Bill Clinton em 1992, com 46,52%, contra 44,29% de Bob Dole e 7,98% de Ross Perot. Lyndon Johnson conseguiu 49,45% em 1964, perdendo por menos de 5 mil votos. Mas estranhamente, pesquisas apontam que Joe Biden pode ser o primeiro democrata desde Henry Truman a ter mais de 50% de votos no estado e levar. Aposto que Biden vence e chegue a 269 votos, contra 267 de Trump. Mas pera, não precisa de 270?

É que Nebraska e Maine dão 2 votos para o vencedor estadual e um voto por vencedor distrital. Maine é principalmente democrata e Nebraska republicana, com exceção do 2º distrito de ambos. Trump rompeu vitórias democratas no segundo distrito de MAine em 2016 com 51×41. Pesquisas apontam leve vantagem de Biden, mas… vou de Trump aqui que chega a 268×269 :O

Daí aproveito para responder: E se der empate? A Presidente Selina em “Veep” (série genial, aliás), vítima de empate, reclama de não terem criado um número ímpar de delegados. Dando empate, a Câmara de Deputados escolhe o Presidente e o Senado escolhe o Vice. 

Enquanto os democratas tem uma larga vantagem e deve continuar a ter na Câmara dos Deputados, cada estado tem um voto, e aí os republicanos passam a ter pequena vantagem, mas claro vai depender do Congresso eleito hoje.

No Senado, vantagem republicana de 53 a 47 deve cair. 12 cadeiras democratas estão em jogo e os republicanos devem virar no Alabama. Por outro lado, 23 cadeiras republicanas estão em jogo, com 7 delas seriamente disputadas: democratas são favoritos para virar em Arizona, Colorado, Maine e Carolina do Norte. Assim, os democratas ganham 3 (50×50) e outras 3 estão indefinidas. No Iowa, o candidato democrata é levemente favorito a tomar a vaga do republicano, mas provavelmente o resultado será bem próximo ao resultado presidencial. Aposto em vitória republicana. 

Daí as duas cadeiras restantes são na Geórgia. Uma delas apresenta leve vitória do candidato republicano de 49,3% contra 49%, mas se nenhum candidato chegar a 50% há segundo turno em janeiro. Mesma coisa na outra, corrida especial para repor a vaga de um político aposentado, em que há mais de um candidato republicano e democrata. Provavelmente nenhum chega a 50% mas o candidato democrata que passar é considerado favorito. Novamente, os resultados na eleição presidencial da Georgia terão efeitos aqui. 

Enfim, aposto que democratas tenham 50 cadeiras e republicanos 48 e cada um vença mais uma na Georgia em janeiro (51×49). Agora e se der 269×269 para Presidente e 50×50 no Senado, quem é o vice? não sei…

Mas voltando para nossa simulação presidencial… no voto que faltava, segundo distrito de NEbraska, onde fica Omaha… pesquisas aponta vantagem de 4,5 pontos para Biden e acho que leva, fechando em 270×268.

Exatamente mesmo placar que apostei no eu fotolog em 2004, e  Bush venceu por 286-252  cuidado… https://web.archive.org/web/20041130094214/http://www.fotolog.net/nagime/?photo_id=8525314

Leave a comment

Filed under Uncategorized

#DesafioREF @Dia7- “Fantasma do Paraíso” (Brian de Palma, 1974)

Que filme sensacional, minha gente!! Tem um Q de Hitchock nas referências a Psicose e a O Homem que Sabia Demai, mas um espírito bem próprio que como Rubens comenta em seu texto é um pouco parecido com Tommy, mas melhor. 

A história é bem louca, sendo impossível prever o que acontecer e conta com cenas memoráveis. Em algum momento acho que se perde um pouco, talvez com tantas referências e questòes apresentadas que nem sempre se formam de forma mais coesa. Mas ainda assim tem um visual espetacular e músicas cativantes e é um filme forte. 

AS músicas são incríveis, em especial a primeira, “Faust”, bem linda. Abaixo a versão sintetizada que lembra bastante Daft Punk e não por acaso, o compositor e autor Paul Williams é um dos colaboradores da banda francesa:

Um filme memorável sobre o poder da criação e influência artística, que ainda toca em temas do envelhecimento e memória – uma quase gag interessante faz referência a um “Arquivo Swan” que a figura interessante do empresário musical (PAul Williams) parece gerir. 

O filme deve ser espetacular de ser visto no cinema. Rubens Ewald Filho diz ter sido um dos “primeiros filme cults de verdade no Brasil”. O elenco é espetacular, em especial Williams. William Finley, um frequente colaborador de Brian De Palma também está ótimo, além da figura andrógina de Gerrit Graham e Jessica Harper, a protagonista de Suspiria

Leave a comment

Filed under Uncategorized

#DesafioREF #Dia2 – “A Confissão” (L’Aveu, 1970) de Costa-Gavras

Sou um grande fã de “Missing” e curto muito “Z” também mas não conheço tanto os outros filmes políticos de Costa-Gavras e foi um prazer assistir “A Confissão” (Faltam “Estado de Sítio”, “Crime no carro dormitório” e “Um homem aa mais”, dentre os clássicos). O interesse maior pelo lado político aqui foi exibir os mesmos métodos de tortura e opressão política mas do lado do regime comunista, num país do centro europeu. A referência aqui é ao caso que matou Rudolph Slanaky e acabou absolvendo Arthur London, autor do livro que originou o filme.

O início do filme é bem confuso, com as muitas referências à segunda guerra, guerra civil espanhola e luta pelo socialismo e anti-nazismo, além de evidentes disputas internas pelo poder. O que aparentava ser um complicado quebra-cabeças político, se torna um libelo contra o autoritarismo em cenas gráficas e fortes de tortura contra o político que é acusado de ter uma conexão com um espião britânico ao qual era próximo durante a Guerra.

O julgamento falso e midiático é apresentado de forma correta e interessant e as questões políticas permanecem atuais, mas o filme segue uma didática muito clara. Assim como o filme acusa o teatro apresentado pelos líderes do Partido Comunista, Costa-Gavras sabe de imediato quem interpreta qual papel neste espetáculo. Falta o humanismo neste filme, ainda que como Rubens Ewald Filho comenta em sua crítica que “A Confissão é uma reflexão sobre o sujeito e o objeto da política: o homem”.

Os atores seguram muito bem, seja Yves Montand que incorpora com precisão o peso de uma tortura física e mental nos muitos meses de prisão, e especialmente Simone Signoret, a prisão em liberdade, vivendo um dia-a-dia pesado e sem perspectivas seja para o seu futuro ou para a relação com  Ainda que o filme deixe claro que “Nesta engrenagem, o homem é a maior vítima”, falta no filme o aprofundamento seja de Gerard (Montand) enquanto tenta sobreviver na prisão ou de sua esposa Lise (Signoret) tentando readequar sua vida de esposa de um poderoso político a uma esposa de um acusado”. 

Visto em 2 de junho de 2020, em Campos dos Goytacazes

Leave a comment

Filed under Uncategorized

#DesafioREF #Dia1 “Amor, estranho amor”

Adorei ter começado o desafio com o único filme brasileiro da lista e justamente um que eu tento ver desde o início da era da internet. Acho que eu até baixei ele no emule mas nunca vi. Inclusive consegui ver o filme através de uma cópia norte-americana, já que ainda existe todo o imbróglio jurídico do filme, ao qual o Rubens Ewald Filho já tinha mencionado 19 anos atrás. O crítico participou inclusive como ator da “fita” e conta detalhes de bastidores dos três dias em que participou. 

REF ainda revela que ele escreveu o texto-roteiro de um trailer/making-off estrelado por Xuxa, ao qual eu já vi em um dos arquivos de cinema no qual trabalhei. Achei bacana que Xuxa já defendeu o filme nas redes, mas é a principal responsável pelo atual bloqueio jurídico. Curioso também que Vera Fischer tenha passado imune às críticas, já que tem cenas ainda mais fortes com o garoto. É importante ressaltar que o filme é talvez uma contribuição brasileira a um tema que era recorrente nos anos 1970 no cinema em todo mundo, o início e amadurecimento sexual de crianças (em geral, garotos),  em títulos como “Ernesto”, “Um Sopro no Coração” e “Uma Criança na Multidão”.

Saindo da polêmica e indo para o filme, é um belíssimo estudo de memórias a partir da arquitetura de uma casa, no caso o bordel onde Hugo (curioso não ser Marcelo) passou alguns dias em “visita” a mãe, interpretada por Vera Fischer, amante favorita de um importante político paulista às vésperas do Golpe de 1937. É um belíssimo filme sobre o olhar a um período marcante de uma vida, uma situação-limite em que vida pessoal, romântica, sexual, política, etc se aproximam.

O caráter político serve de background, e dá um toque mais impressionante às maquinações e relações entre personagens. O filme todo é visto a partir de uma visita de Hugo antes, já um político importante agora, antes de doar a casa para um instituto cultural. As cenas em que o Hugo adulto está presente e dialoga com a sua infância são particularmente bonitas. Em seu livro, REF defende que “finalmente Khouri deixou de complicar, mas nem por isso se tornou óbvio”.

Dito tudo isso, Fischer domina completamente as cenas e é uma pena que sua carreira cinematográfica não seja mais valorizada (alô alguém aí para organizar uma Retrospectiva Vera!). Desde sua entrada em cena ao descer a grande escada, tal qual uma diva hollywoodiana, ela domina as sequências de maneira impressionante e até consegue ter uma boa química com Tarcísio Meira, tradicionalmente durão, mas que aqui está bem.

1 Comment

Filed under Uncategorized

Marriage Story (2019, USA), Noah Baumbach

unnamed
Noah Baumbach makes its own Annie Hall and precisely because this film speaks so loudly and with its own voice, let’s list the similarities first and put this out of our way: It starts with a voice-over from the male protagonist speaking about its female companion; the inspiration in Bergman; the love between a male “intellectual, writer, creator” and a female who represents the artistic “body” in the relationship which is to be shaped by the partner; it is set in NY and not only that, the film (and the main character) loves NY, especially in a direct and fierce opposition to LA; it is a film about the love between the characters, but mainly about the ending of the love, and in this regard, it is obviously about the memories that they share.

Regarding the shaping of the body by the male counterpart, it is an artistic endeavor that is seen since the Pygmaleon myth (which was used several times in the cinema, see Luiz Carlos Oliveira Junior in New Queer Cinema), but unlike Annie Hall (and several other examples from the contemporary cinema, such as A Star is Born), this is problematized here.

The film starts with the readings of letters that each one wrote about the other to be read at a therapy session for soon-to-be-divorced couples. They are accompanied by an image collage showing their married and parenting life, giving us a clue how their lives were. At the therapy session itself, it is clear that the break-up is going to be tougher than assumed and they end up not reading the letters aloud.

After a moving to LA from her part, which leads to the enlisting of a lawyer by her, culminating in a legal fight which will leave serious marks on their relationships, but also unveil several problems that were hidden in the first place. What set out to be a bittersweet film about the love that was there, but it’s now gone transforms itself into an ugly – and expensive – war, with the power to endanger and disrupt the relationship forever.

It is then, a couple of months later with all settled, at the last sequence, when he visits her, already with a new boyfriend and all, that their son learning to read finds the letter and starts to read aloud and ask for help of his father, who then reads the letter she wrote months ago and at the beginning of the film but was never read. The emotions flow on his face and his voice – and at her face, slightly out-of-focus at the background – are clear. But not only that: the spectator, also, is led to tears. If at the beginning of the film, the letters in themselves were moving and the montage was very well made, creating a great start for the film, when read at the end, we already have an emotional attachment to them. It becomes not only their memories but also our memories of everything that went through the last two hours and a reminder of how and why they were in love at the first moment – and capable of being loved as well.

The film is full of amazing little moments: be it in the category of film style, such as when their images are intertwined (photo above), or when it goes out to show the New York and Los Angeles scenario (when he’s on the phone and goes to the streets of NY among the crowd is amazing), but mostly when the actors are kind of free to move around and explore. The theater scenes are when Johannson shines the most and Driver has a star moment when he burst out a Sondheim music in the middle of the restaurant. Drama musical at its best!

Just as in a good Allen (or Bergman) film, the actings here are top-notch. Adam Driver and especially Scarlet Johannson are superb and full of emotions delivering the roller-coaster of feelings presented by Baumbach; their characters are sweet but psycho at some moments, therefore honest and multidimensional and their acting show this; Laura Dern and Alan Alda are amazing as two lawyers with different kinds of strategies but the same caring for their clients (Ray Liotta in a small part also shows a lot of strength). It is, in the end, a very humane and sentimental film, giving voice to those complex characters going through difficult times.

Leave a comment

Filed under Uncategorized

67th SSIFF

I am back here to O Raio Verde to write more film reviews and more about the 67th San Sebastián International Film Festival a little. While Mateus is in Greece studying the Olimpic Games, I will be here in Spain, amazed by baque language and this Festival.

I wished I could have written more film reviews at Venice, but it didn’t happen and it’s also fine. Maybe here at San Sebastián I would write more, as I am unfortunetely not surrounded by my friends. I don’t know anyone here, well not yet.

I have already checked the festival programme and I am excited about some movies and also some Q&A’s. I definetely want to see Jayro Bustamante talking about La Llorona, maybe I watch it again.

I also want to try to watch Roberto Gavaldón movie (in Restrospective Section of the festival), especially one with Maria Félix, just to remember my first semestre at UFF and those events of Cineclube Sala Escura at Cinemateca do MAM -RJ.

So keep up with me through this whatever that is.

Sei lá, mil coisas!

Leave a comment

Filed under Uncategorized

76. Venice Film Festival

So my time at Venice Film Festival came to an end. It’s a super nice venue, I really liked it. And to whom it may concern, I have some highlights movies I have watched in this 76. Venice Film Festival:

– La Llorona, Jayro Bustamante

– Hava, Miryam, Ayesha, Sahraa Karimi

– Babyteeth, Shannon Murphy

– This is not a burial, it’s a resurrection, Jeremiah Lemohang Mosese

– La muerte de un burocráta, Tomás Gutiérrez Alea

And here it’s the rest of the list with the other movies, with my personal avaluation from 1* (bad) to 5* (good).

– Revenir, Jessica Palud (***)

– Burning Cane, Philip Youmans (****)

– Mes Jours de Gloire, Antoine de Bary (***)

– Atlantis,Valentyn Vasyanovych (***)

– The Painted Bird, Václav Marhoul (**) _ I needed to leave in the middle, too much for me.

– Ensayo de un crime, Luis Buñuel (****)

– Wasp Network, Olivier Assayas (***)

– Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou, Bárbara Paz (****) _just won the Bisato D’Oro, the best documentary.

– Moffie, Oliver Hermanus (***)

– Qiqiu, Pema Tseden (****)

– Mosul, Matthew Michael Carnahan. (****)

– Eletric Swan, Konstantina Kotzamani (****)

– Out of the Blue, Dennis Hopper (***)

That is list of the films I watched during the festival, which ends today. Unfourtunetely, I haven’t been able to see the shorts selection and many others. But I left with a feeling of wanting more. Who knows I come next year…

Leave a comment

Filed under Uncategorized

Some backstage things

So I haven’t told anything yet about the festival itself. I am here for the first time with a Student Accreditation, which it’s quite good, because we (Letícia and Maja) could watch some screenings for the press and industry only.

We watched La Llorona (Jayro Bustamante), Revenir (Jessica Palud) and Burning Cane (Philip Youmans) like that. The cinemas are concentrated in a spot in Lido. The same island from Morte a Venezia from Visconti. We even went to the beach.

To be in Venice feels like to be in a movie. I have seen this city so many times in my life in so many different contexts and movies too. We need to take a boat-bus everyday to come to Lido, that reminds me the time when I lived in Niterói and needed to go to Downtown of Rio de Janeiro. Same same, but different.

For the moment, that is all. I haven’t seen George Cloney yet. But it doesn’t matter I saw the cast and crew of La Llorona and they are so cute.

Leave a comment

Filed under Uncategorized

Balloon, by Pema Tseden

The second day of watching movies here. This one is a tibetean movie from the young director Pema Tseden and it’s called Qiqiu (Balloon), from the Orizzonti Program of Venice Festival.

It’s another movie in the countryside on the mountains. I think I watched till now many movies here that are not sited in the cities. This one is about a sheep farmer’s family and drama starts when the small two boys found some condoms. In a playfull way they made some ballons out of it.

It seems cleary that the introduction of these condoms disturbs the conservetive constellation of this family and their neighbours.

It’s an interesting film about how religion (tibetean budism), family tradition (typical patriarcal gender roles) and tabu (condoms). It’s a local story, but somehow very relatable with many realities around the World.

Even though the movie wants at some certain level to give to the female main character an empowerment and agency of her own body decisions (she rides a motorcycle to the local hospital, she asks for the condoms), the male characters have more saying and are more developed than the femle’s one.

Nevertheless, Qiqiu is an entertainment film worth to be watched. And the kids are just cute.

Leave a comment

Filed under Uncategorized