Presos no cinema

Armadilha (ATM, 2012, EUA/CAN) de David Brooks 2,5/10

Sinceramente, eu nunca deixo de me espantar que filmes como “ATM” não só sejam produzidos, como geram um interesse grande o suficiente para serem exibidos em mercados estrangeiros, como é o caso do Brasil. O filme, que estreia no próximo dia 18, nada mais é do que um enlatado, que pior ainda, não contente com seu roteiro irrisório tenta criar uma intriga surreal e que simplesmente não explica nada, só deixando ainda mais patético e divertido para os que conseguirem ter graça.

Três jovens adultos depois de uma festa do escritório vão embora. O motorista tenta a sorte com uma colega, enquanto tem de cumprir a promessa de levar como carona um outro colega, que inconvenientemente chama o casal para uma pizza, mas antes pede para parar num caixa eletrônico. Alguma coisa idiota acontece forçando os 3 a estarem dentro do caixa, e possibilitando a aparição de uma figura estranha, encapuzada, que descobrimos depois ser um assassino em série.

Presos no caixa, enquanto faz um frio de -14 graus lá fora, obviamente os três estão sem celular. O filme então tenta tecer uma relação entre três personagens chatos e irritantes, enquanto eles articulam maneiras de sair ou chamar a atenção, e não me espantaria que metade da audiência estivesse torcendo pela morte deles, até para possibilitar a nossa saída do cinema.

O final tenta criar uma surpresa, mas sinceramente é tão mal feito que não conseguimos acreditar. A explicação para todo o acontecimento é irrisória e deixa mais exclamações de ódio do que respostas, pois nem é daquele tipo de pergunta inteligente que faz Kubrick por exemplo em “O Iluminado”. É aquele tipo de filme em que nada faz sentido, com muitos furos no roteiro, seja o motivo do assassino, a falta de ação dos protagonistas, as mortes que acontecem no meio… Tudo existe somente para que a tensão evolua, mas as cenas são dirigidas com um descuido tão exemplar que chega a irritar, como a última morte do filme, que chega a ser engraçada de tão bizarra.

Apesar da ideia ser um tanto interessante (pessoas presas num caixa eletrônico, daria um bom drama psicológico…), e o início tentar mostrar que algo de interessante vem aí com alguém desenhando plantas e fazendo um planejamento ao estilo Spike Lee em “O Plano Perfeito” o que temos é um suspense barato com sustos bobos e personagens idiotas. Porque eles não saíram correndo logo no início e morreram logo é o verdadeiro mistério…

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Filed under Cinema, Críticas

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