Um Caminho para Dois

“Tiranossauro” (“Tyranossaur”, 2011, RUN) de Paddy Considine 6,5/10

Dois personagens fortíssimos são o alicerce deste drama bastante sóbrio e pesado que vira seus olhares para essas figuras já quase esquecidas e ignoradas pela sociedade. Joseph (Peter Mullan), um homem que carrega dentro de si muita culpa e não aparenta ter um destino a traçar encontra Hannah (Olivia Colman), uma vendedora de loja cristã que o tenta aproximar da religião. Ela também tem seus problemas, o maior deles sendo o marido, James (Eddie Marsan), que a espanca regularmente.

O filme poderia cair no dramalhão, mas consegue impor um olhar humano à situação, apresentando personagens que aos poucos vão se mostrando complexos e fugindo de qualquer explicação simplista ou redentora. O filme por vezes se perde em diversas subtramas, algumas mal aproveitadas, mas acaba se resolvendo bem no final.

Quando o filme se concentra na relação entre os protagonistas atinge seu ponto alto, graças ao afiado diálogo e principalmente pelas atuações incríveis dos dois veteranos. Mullan nos apresenta alguém forte e determinado, mas que em alguns traços bem sutis nos abre para uma busca um tanto desesperada por um traço de humanismo em sua vida, que encontra na doce Hannah, interpretada por Colman com um carisma, sutileza e meticulosidade incríveis, especialmente em uma cena chave do filme em que ela contracena com Marsan.

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