Um filme-liquidificador

“Fúria de Titãs 2” (“Wrath of the Titans”, 2012, EUA) de Jonathan Liebesman 2,5/10

Uma das dúvidas mais instigantes que eu tenho vindas do cinema americano nos últimos anos é a seguinte: Se os dramas gregos são tão interessantes a ponto de originar dezenas de adaptções para que distorcer as histórias de uma maneira tão grotesca e ao final nada de substancial sobrar? Nesta pobre continuação de “Fúria de Titãs” (2010), Perseu (Sam Worthington) tem que libertar seu pai, Zeus (Liam Neeson) das garras de seu irmão “malvado” Ares (Édgar Ramírez), deus da guerra.

O que vemos aqui é um típico filme-liquidificador: Se mistura tudo, se iniciando pelos mitos e lendas que originaram a história, passando por uma subtrama romântica super óbvia e que não ajuda em nada a história (Rosamund Pike como Andromeda), uma comédia moderninha para animar os ânimos da garotada com um personagem coadjuvante (o Agenor de Toby Kebbell), o momento em que os deuses e semi-deuses lançam frases dramáticas totalmente ridículas, tudo culminando num espetáculo de efeitos especiais totalmente masturbatórios.

Liebesman nem consegue tirar a mínima graça de suas imagens, seja em planos muito próximos de seus protagonistas ou em planos gerais picotados em sequências de luta desconexas. Infelizmente teremos que aguentar uma nova continuação da história que promete seguir o mesmo rumo. E Sam Worthington não foi uma vez um ator a ser considerado promissor?

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Filed under Cinema, Críticas

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