Meryl Streep e seus filmes coadjuvantes

 Meryl Streep estendeu este ano o recorde de indicações entre os atores. Já foram 17 vezes que ela disputou o prêmio e é preciso lembrar que especialmente nos últimos anos já foram várias as grandes performances que não foram lembradas como em “As Horas (2003), “Sob o Domínio do Mal” (2006), pelos quais ela era bem cotada, assim como por “Mamma Mia” (2009). Se foram 34 anos desde a primeira indicação (e 35 desde sua estreia no cinema com “Julia”), o que faz seu número ficar ainda mais espetacular, com uma média de uma indicação a cada dois anos. Mas o histórico mostra também que a tendência por bons papeis e reconhecimento fica mais difícil agora.

Bette Davis obteve suas 10 indicações num período de 28 anos, sendo a última aos 55 anos. Em 35 anos, Katherine Hepburn obteve 11 indicações, conseguindo sua décima segunda 13 anos depois. Em 1969, data de sua penúltima indicação, tinha 62 anos, mesma idade atual de Streep. Os ventos tem mudado, porém, para intérpretes mais velhos, mesmo que o caso de Judi Dench ainda seja uma notável exceção: Atualmente com 78 anos, conseguiu sua primeira indicação em 1998 aos 63 anos e durante 20 anos foi indicada seis vezes, mesmo que já enfrenta um notável período de seca de cinco anos.

Seu projeto para este ano não promete muito: “Hope Springs”, na qualela contracena com Tommy Lee Jones como um casal que decide consultar um terapeuta (Steve Carrel). A comédia dramática é dirigida por David Frenkel (“O Diabo Veste Prada”), apesar dela ter feito um de seus filmes mais deliciosos da última década num formato similar, “Terapia do Amor”. Para o ano que vem, outra comédia, desta vez contracenando com Julia Roberts em “August: Osage County” de John Wells, baseado em uma peça de sucesso. Enquanto sua décima oitava indicação parece distante, é hora de olharmos algumas estatísticas e curiosidades.

 Como no caso com A Dama de Ferro e Julie & Julia, geralmente ela domina o filme completamente, e em algumas vezes para ser honesto o filme nem é tão bom, apesar dela já ter realizado algumas obras-primas modernas como As Pontes de Madison e As Horas além dos já clássicos “Manhattan” e “O Franco-Atirador”. A Academia parece concordar com isso. Nas 17 indicações, apenas três vezes o filme pela qual ela foi indicada, também concorreu na categoria de melhor filme.

Isto aconteceu nas suas duas primeiras indicações, ambas como atriz coadjuvante, por O “Franco-Atirador” (1979) e “Kramer versus Kramer” (1980), e em sua sexta indicação, desta vez como principal por “Entre Dois Amores” (1987). E em todos os casos, o filme também saiu vencedor da categoria principal. A única vez em que tanto o filme quanto a atriz levaram a estatueta foi em 1980 (foto acima), quando outro grande ator, Dustin Hoffman também levou seu primeiro Oscar.

 

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