Alexander Payne e o cinema digital

O cinema digital está dominando cada vez mais e a exibição em digital já é a regra nas grandes cadeias parisienses, assim como parece estar acontecendo a mesma coisa nos Estados Unidos. Alexander Payne esteve em Paris para apresentar seu mais novo filme, “The Descendents”, e apresentou a figura de que 99% dos cinemas na Escandinávia já têm projetores digitais. O seu filme será distribuído pela UGC, e portanto terá exibição 100% digital em Paris, como está sendo o caso de “Shame” e foi de “Drive”, grandes lançamentos de autor, aonde ainda se poderia esperar que tivéssemos uma cópia em película circulando.

 

A pré-estreia marcada para as 20h começou cerca de 30 minutos depois, por conta do atraso no download do filme. É complicado comparar com película, sem saber exatamente os prazos e as datas envolvidos, já que certamente também se leva um tempo para produzir uma cópia, legendar, enviar, passar pela alfândega, etc. Mas quando ela chega, ela chega. Mais importante é o fato, que nós de cinema já estamos cansados de saber, mas os leigos parecem não perceber tanto, que é uma coisa um tanto simples: O cinema digital também tem seus muitos problemas. Payne não conseguiu ficar calado quanto a isso.

 

Na apresentação, de uma forma um tanto educada e engraçada, disse que durante a exibição em digital de seu mais novo filme em festivais, ele gostou muito da imagem, mas quanto passou em película, pode ver detalhes incríveis e comprovar que esse formato ainda é muito superior. “O flicker ainda é superior e mais convicente ao olho do que o brilho constante”, declarou. Fez uma referência a tapeçaria (que não sei se procede, mas…) de que eram produzidos em vários estilos e cores até um rei francês decretar que todos os trabalhos deviam seguir cores pré-definidas, limitando assim o seu poder visual, assim como acontece com o cinema digita,

Ainda fez uma propaganda de uns cinemas de arte de Paris, devidamente não traduzida pela tradutora, de que sempre quando vem em Paris curte ir nuns cinemas de arte que existem no Quartier Latin, especialmente e sempre exibem filmes em 35mm. Por minha parte, sempre ao ver um filme em película, comprovo em como é incrivelmente superior mesmo em muitos detalhes.

 

Falo mais do filme durante a semana!

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