Atividade Paranormal 3 (Paranormal Activity 3, 2011, EUA) de Henry Jost, Ariel Schulman

3/10

“Atividade Paranormal 3” é muito melhor do que a franquia japonesa que também estreou nos cinemas este ano, pois ao contrário daquele filme que apostava inteiramente em sustos despropositais, aqui temos um início de plot, mas que infelizmente não é desenvolvido, ou melhor, é descartado pelos mesmos sustos fáceis.

Em 1988, Dennis (um inspirado Christopher Nicholas Smith), que ganha a vida filmando casamentos, decide virar as câmeras para sua própria casa afim de criar algum filme interessante. Durante a rotina do seu dia-a-dia, percebe que capturou coisas estranhas, e algo que parece ser a forma de alguma pessoa. Enquanto ele decide investigar e filmar mais e mais, a filha começa a ter uma relação mais profunda com Toby, um amigo imaginário, que parece ser mais real a medida que o filme avança.

Entrei no cinema sem ter visto nem o primeiro filme, que teve relativo sucesso em 2009, nem a continuação. Mesmo ficando um pouco perdido se as forças misteriosas que agem durante o filme são as mesmas o terrorzinho continua a funcionar. Alguns sustos mais bem orquestrados na primeira metade vão se transformando em apelação gratuita até a cena final.

O que me irrita é que o filme se dobra a todos os clichês do gênero de terror e ainda cai em muitas falhas no recém-descoberto filão de found-footage (que depois de seu primeiro sucesso em 1999 com “A Bruxa de Blair” demorou para decolar), como no caso do marido não conseguir comprovar suas descobertas, apesar de ter visto tudo nas fitas, ou o fato dele ver tudo em tempo recorde. Coisas que gradualmente vão pesando no filme, além do final totalmente over the top.

 

PS: Achei divertido que quando fui procurar fotos do filme para postar, não achei simplesmente nenhuma. Algumas são consideradas do filme, mas não constam, ou são virais ou são fotos “falsas”, que nem podiam constar no filme pela estrutura. E a cena mais “famosa” do trailer também não está. Bacana como eles conseguiram evitar qualquer imagem importante de vazar, mas no fim, what’s the point?

2 Comments

Filed under Críticas

2 responses to “

  1. Ricardo

    A tua crítica não faz qualquer sentido!
    “Entrei no cinema sem ter visto nem o primeiro filme”. Qual é a tua legitimidade de criticares um filmes sem antes teres visto as suas respectivas prequelas? A história tem continuação e não é uma isolada neste último! É por isso que dizes que este filme se baseia em clichés porque não consegues ver para além deles! Isso mostra a tua mentalidade bastante fechada e limitada! Pois antes de criticares uma saga tens de a ver do inicio! Pois se não o fizeres é a mesma coisa de se criticar um filme a partir do seu trailer!
    E a razão do trailer ser tão “diferente” do filme é bastante engenhoso, leva aos espectadores assíduos da saga a questionarem-se se a história vai-se mesmo continuar ou tem alguma coisa haver com “Bloody mary” e isso deixa-os na expectativa, logo a ansiedade de ver o filme aumenta e, por consequente, as enchentes aos cinemas aumentam, aumentando assim as suas receitas!
    Mesmo concordando que a cena final possa ter sido não muito forte, não a podes considerar de despropositada ou até gratuita! Pois o que ali acontece faz sentido na totalidade da saga e, quando a avó remata com: “Vamos preparar-nos” (para a Kristi) faz todo o sentido na história que, na verdade, tu desconheces!
    Lamento informar, mais ainda mais infeliz do que este Paranormal Activity 3 (segundo a tua opinião), foi a tua crítica precipitada e incoerente!

  2. justpine

    Mateus tens que ver os outros dois filmes🙂

    Ricardo, o que acho é que este filme introduziu muitos elementos que podem ser vistos como um contrasenso.

    1) no paranormal activity 1 o Micah refere-se a mãe da katie como estando viva e louca. Poderiamos achar que a “mãe” seria a avó, mas no 2 é nos referenciado a avó pela kristi. Logo das duas uma : ou elas vão morar com o pai e ele tem uma namorada e ela fica a ser a mãe louca ou então elas foram adoptadas por alguem do coven. mas isso não é explicado e não me parece que eles para o 4 façam outra prequela, logo isso não ficará explicado e ficamos com um plot hole.

    2) Um dos eventos que definiu a infância das meninas foi o incêndio. Onde está esse incêndio? Só numas imagens virais é que vi que o incêndio flagra 2 dias depois dos eventos do terceiro filme, ou seja o coven para esconder os eventos do crime pega fogo à casa, mas deveria de ter sido mostrado em vez de ocultado da versão para cinema.

    3) Existem algumas cenas que aparecem no trailer que são ligeiramente diferentes do filme que saiu em cinema. Além de ser uma brincadeira de mau gosto denota,algum amadorismo dos cineastas que (aqui concordo com o Mateus) construiram o terceiro filme de forma algo apressada e para remendar as coisas ofereceram soluções algo parvas, desde a manipulação das memórias à história do coven.

    Parece-me um escapismo demasiado fácil e PA3 é mais fragil a nivel de argumento, porque encontra-se numa encruzilhada e só para o ano é que se poderá dizer se este filme é coerente ou não. De qualquer das maneiras, perde-se a beleza do filme… deixa de ser uma narrativa, para ser um produto em construção.

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