“Qual é o seu número?” (“What’s Your Number?”, 2011, EUA) de Mark Mylod 3,5/10

Anna Faris é uma atriz que consegue transitar entre filmes extremamente idiotas (Apenas Amigos, Todo Mundo em Pânico 4, etc) com filmes fantásticos (Brokeback Mountain, Encontros e Desencontros). Aqui ela não fica nem cá nem lá: Um filme simpático, mas extremamente bobo que parte daquelas premissas meio idiotas: Recém-despedida, Ally (Faris) lê um estudo que diz que em média as mulheres americanas tem 10,5 amantes em sua vida e como ela já chegou aos 19, decide que o vigésimo homem com quem dormir terá que ser o  futuro marido.

Para aumentar a depressão, ela ainda está nos preparativos para o casamento de sua irmã. Esta cena aliás é a única que funciona de verdade, com uma decupagem muito bem feita. Mas o filme em parte também não funciona por conta da falta completa de carisma por parte de Chris Evans, que parece ser obrigado a tirar a roupa toda hora já que somente sua atuação não funciona, comprometendo toda a química que deveria ser o principal do filme.

 

“A Hora do Espanto” (“Fright Night”, 2011, EUA/Índia) de Craig Gillespie 7/10

O filme definitivamente não tem o charme do original. Talvez seja uma visão muito nostálgica, mas é diferente termos um adolescente no meio do nada dos anos 80, em um mundo sem horizontes praticamente viciado naquele programa de TV que parece ser uma realidade tão diferente e de repente vê-la em sua frente do que o protagonista daqui, vizinho de Las Vegas e que se utiliza da internet para matar combater seu vizinho que tem tudo para ser um vampiro.

Anton Yelchin, um dos atores jovens mais promissores de Hollywood, cumpre com maravilhas o seu papel, nos apresentando a um jovem atormentado, tentando se adaptar tanto a sua nova vida adolescente, com a namorada bonita e os amigos “cools”, além de seu passado nerd, e ainda o terror que vira seu vizinho. Colin Farrell também está ótimo como o possível vampiro, além da participação fantástica de Toni Collette como a mãe. O único ponto negativo fica por conta de David Tennant, no papel da celebridade caçadora de vampiros, que apesar de acertar no tom em alguns momentos, geralmente acaba exagerando.

“Não Sei Como Ela Consegue” (“I Don’t Know How She Does It”, 2011, EUA) de Douglas McGrath 4/10
(estreia dia 21 de setembro)

Um triângulo amoroso formado por Sarah Jessica Parker, Pierce Brosman e Gregg Kinnear. Parece uma fórmula perfeita para um filme ruim e fracasso de bilheteria em 2001, certo? O que dizer então de encontrarmos os atores 10 anos mais velhos e Sarah bem longe de seu auge com “Sex and the City”?

É tudo muito corretinho aqui, apesar da fórmula estranha de entrevista. A trama é tão previsível e ao mesmo tempo tão boba que mesmo não dando para ficar chateado, só sentar e esperar que o inevitável final chegue logo. Os atores, especialmente Pierce, até trazem um bocado de carisma e a fotografia é bem bonita, o que ajuda a fazer um bom filme pipoca.

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Filed under Cinema, Críticas

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