Filmes de Christophe Honoré no Festival do Rio

Dois filmes dirigidos pelo cineasta francês cult que têm suas primeiras exibições cariocas (o primeiro) e nacionais (o segundo) no Festival do Rio!

“Homem no Banho” (“Homme au Bain”, 2010, França) de Christophe Honoré 5,5/10
Um filme que teve certo rebuliço por ter sido protagonizado por um ator pornô gay, François Sagat. Ele interpreta um morador de subúrbio parisiense que briga com Omar, um cineasta com quem mora junto, logo antes da partida deste para Nova York para apresentar seu mais novo filme.

“Homem no Banho” se divide em duas frentes então, as aventuras de Sagat em Paris, em conversas intelectuais com um vizinho americano mais velho e sexuais com outros jovens, enquanto vemos pela câmera onipresente de Omar, que filme a recepção fria do filme numa faculdade americana, e as andanças dele por Nova York, junto com Chiara Mastroianni, sua atriz principal, e um jovem canadense com quem começa a ter um caso.

A parte americana é incrível: Desde os atores, ótimos, até o desenvolvimento da história sempre marcado pelo posicionamento e existência da câmera. Já a parte de Sagat parece fraca (auxiliado pela interpretação do protagonista), e momentos que certamente foram feitos para serem históricos, como ele dançando, são os únicos que prestam, mas não tem a força da qual se esperava.

 

“Les Biens-Aimés” (“Les Biens-Aimés”, 2011, França, Reino Unido, República Tcheca) de Christophe Honoré 4,5/10

Esse filme cheia “Canções de Amor” durante toda sua longa e não-inspirada projeção de 2h20. Músicas fracas, letras feitas para serem entoadas e tatuadas pelo mundo afora (“Eu posso viver sem você, mas não posso viver sem teu amor”), uma presença política que soa um pouco exagerada (Primavera de Praga, 11 de setembro) e caricata tendo em vista que transforma o que poderia ser um belo filme de família em algum tipo de apologia sobre o amor.

Outras relações com seu filme mais bem-sucedido acontecem, como a protagonista interpretada por Chiara Mastroiani se apaixonar por um americano gay, com quem começa a ter uma relação. Mas é tudo tão lento e chato que as músicas mais atrapalham o andamento do que nos envolve com os personagens, como acontece em “Canções de Amor”.

Catherine Deneuve está deslumbrante como sempre, enquanto Ludvine Sagnier segura muito bem o seu papel na primeira parte, mas Mastroianni passa um pouco batida, enquanto Louis Garrel segue em seu inferno astral e parece estar em qualquer lugar menos em seu personagem.

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