Sessão do Festival de Veneza é interrompida após cheiro de queimado

Aconteceu o maior escândalo do Festival de Veneza agora. Não teve nada a ver com a (boba) cena de nudez da Monica Bellucci ou participações do Roman Polanski (ou Lars Von Trier). Durante a sessão surpresa para a imprensa, uma tradição do Festival de Veneza que adiciona um filme na competição quando ele já está acabando, do filme chinês “Ren Shan Ren Hai” (“People Mountain People Sea”) de Cai Shangjun, um grupo começou a sair da sala, logo depois de uma cena de estupro.

A princípio achei que era a equipe saindo da sessão, enquanto outros que perceberam a quantidade de pessoas pensaram que era por conta da cena. De repente, começou a ficar claro que estava tendo um cheiro de circuito queimado. As portas foram abertas, mas o filme continuou a ser projetado normalmente. Finalmente, quando metade do público de quase 1.300 no total já estava do lado de fora ou próximo as portas é que as luzes se acenderam e o filme, que estava na metade, foi interrompido.

O maior problema foi na verdade a falta de atenção completa que a organização dispensou aos espectadores. Ninguém foi à frente da sala explicar o que estava acontecendo, quais medidas seriam tomadas. Com mais de 10 minutos de interrupção, uma escada apareceu para explicar que uma lâmpada tinha sido queimada. Ela foi retirada, a fiação foi checada com mais atenção e só quando já tinham se passado cerca de 20 minutos depois do incidente, é que veio um aviso sonoro: “Senhoras e senhores, informamos que a sessão irá começar o mais breve possível”. Sim, só isso. Uma falta de respeito completa, que não se vê em qualquer festival de esquina, mas só vem a somar a uma falta de desorganização crescente por parte do Festival de Veneza, numa edição que marca o fim do reinado de Marco Müller no comando.

Com quase 40 minutos de atraso, o filme retornou, para a alegria do diretor que estava presente na sala. Não foi a primeira vez que houve um problema com o filme no dia. Na primeira sessão de imprensa, o filme não foi exibido porque um dos arquivos estava corrompido, sendo necessário um upload do backup. Essa primeira sessão inclusive contou com membros do júri oficial, como Todd Haynes e David Byrne. Já a segunda contou com a presença de Alberto Barbera, antigo diretor do Festival que provavelmente estava pensando nos bons e velhos tempos.

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