Kopfkino: Meu 2020 e o cinema (em casa) em 500 filmes

Finalmente, sai a lista dos melhores filmes que eu vi em 2020!

500 filmes entraram na lista abaixo, em 10 categorias: 11 minisséries, temporadas ou especiais e 18 filmes revistos (14 longas e 4 curtas). Os filmes vistos pela primeira vez entre 1 de janeiro e 31 de dezembro estão mencionados nas seis primeiras categorias divididos entre curtas e longas; entre filmes de 2020; da década passada (2010-19) e mais antigos; e duas últimas categorias fora de competição para fechar o top500.  Parece muito, mas eu realmente gostei de todos, em maior (os que estão nos tops) e menor grau (as menções).

Pensei em criar categorias ou falar um pouco de cada, mas aí a lista sairia só em 2022. Qualquer coisa me escrevam!

327 longas entraram na lista: 25 lançados originalmente em 2020 (ou seja, autênticos filmes de 2020), 84 filmes da década passada (lançados entre 2010 e 2019,top30 +menções), e outros 203 longas antigos (top100+ 103 menções); 14 na lista de revisões e a minha última sessão de cinema.

162 curtas estão mencionados: 27 lançados originalmente em 2020, 56 filmes da década passada (lançados entre 2010 e 2019) e 74 curtas antigos, lançados até 2009; 4 na lista de revisões e um jabá nada discreto ao final enquanto não abro meu onlyfans.

Zachariah, faroeste hippie queer, a descoberta mais inesperada do ano

Para quem não quiser olhar tudo, segue o top25 geralzão,incluindo revisões

  1. Compilation, 12 instants d’amour non partagé – Compilation, 12 instants d’amour non partagé – 2004 – FRA – Frank Beauvais
  2. As Horas – The Hours – 2002 – EUA/RUN – Stephen Daldry (revisão)
  3. Ulisses  – Ulysse – 1983 – FRA – Agnès Varda
  4. Garotos Selvagens – Les garçons sauvages – 2017 – FRA – Bertrand Mandic
  5. Visages, villages {Faces Places} Visages villages – 2017 – FRA – JR, Agnès Varda
  6. Heimat {Heimat: A Chronicle of Germany} Heimat – Eine Chronik in elf Teilen – 1984 – RFA – Edgar Reitz
  7. Um Filme Para Nick – Nick’s Film – Lightning Over Water Lightning Over Water – 1980 – SUE/RFA – Nicholas Ray, Wim Wenders
  8. As Estátuas também morrem – Les statues meurent aussi – 1953 – FRA – Ghislain Cloquet, Chris Marker, Alain Resnais (revisão)
  9. Daguerreótipos – Daguerreotypes – 1975 – FRA/RFA – Agnès Varda
  10. Dois Homens ao Mar {Two Men by the Sea} 2020 – BRA[RS]/EST – Gabriel Motta
  11. World of Tomorrow Episode Two: The Burden of Other People’s Thoughts – 2017 – EUA – Don Hertzfeldt
  12. No No Sleep – Wu wu mian – 2015 – TWN/HKO Tsai Ming Liang
  13. O Clamor da Juventude – Zachariah – 1971 – EUA – George Englund
  14. O Nosso Amor Vai Embora – 2019 – BRA [PE] – Mariana Lacerda, Claudia Priscilla
  15. Chá e Simpatia – Tea and Sympathy – 1956 – EUA – Vincente Minnelli
  16. Uma Canta, a Outra Não {One Sings, the Other Doesn’t} L’une chante l’autre pas – 1977 – FRA/URS – Agnès Varda
  17. A Outra Pátria {Home from Home: Chronicle of a Vision}  Die andere Heimat –  Chronik einer Sehnsucht – 2013 – ALE/FRA – Edgar Reitz
  18. Pelos Caminhos do Inferno – Outback / Wake in Fright – 1971 – RUN/AUS/EUA – Ted Kotcheff
  19. Days – Rizi – 2020 – TWN/FRA – Tsai Ming-Liang
  20. Algo Para Lembrar – Nagott att Minnas – 2019 – SUE – Niki Lindroth von Bahr
  21. Faca no Coração – Knife+Heart – Un couteau dans le coeur – 2018 – FRA – Yann Gonzalez
  22. Window Water Baby Moving – 1959 – EUA – Stan Brakhag
  23. Quando o Coração Floresce – Summertime – 1955 – RUN/EUA – David Lean
  24. Feios, Sujos e Malditos {Ugly, Dirty and Bad / Down and Dirty} Brutti, sporchi e cattivi – 1976 – ITA – Ettore Scola
  25. Um elefante sentado quieto {An Elephant Sitting Still} Da xiang xi di er zuo – 2018 – CHN – Hu Bo
  26. Aquele Sentimento do Verão {This Summer Feeling} Ce sentiment de l’été – 2015 – FRA/ALE – Mikhaël Hers
  27. Nadja em Paris {Nadja in Paris} Nadja à Paris – 1964 – FRA – Éric Rohmer
  28. À Sombra do Vulcão – Under the volcano – 1984 -MEX/EUA – John Huston
  29. O Caso dos Irmãos Naves – 1967 – BRA – Luiz Sérgio Person
  30. Genesis – Genèse – 2019 – CAN – Philippe Lesage

I. MELHORES LONGAS  de 2020 (top 25)

1- Days – Rizi – 2020 – TWN/FRA – Tsai Ming-Liang
2- Lovers Rock – 2020 – RUN – Steve McQueen
3- Meu Nome é Bagdá {My Name Is Baghdad} – 2020 – BRA [SP] – Caru Alves de Souza
4- The Woman Who Ran – Domangchin yeoja – 2020 – CRS – Hong Sang-soo
5- Sibéria – Siberia – 2020 – ITA/ALE/GRE/MEX – Abel Ferrara
6- Casa de Antiguidades {Memory House} – 2020 – BRA/FRA – João Paulo Miranda Maria
7- Passou {All of this is gone} – 2020 – BRA – Felipe André
8- Mangrove – 2020 – RUN – Steve McQueen
9- Homens Pink {Pink Men} 2020 – BRA [SP/SC] – Renato Turnes
10- Cidade-Pássaro – Shine Your Eyes – 2020 – BRA/FRA – Matias Mariani

11- American Utopia – David Byrne’s American Utopia – 2020 – EUA – Spike Lee
12- Verão de 85 {Summer of 85} Été 85 – 2020 – FRA/BEL – François Ozon
13- O Jovem Caçador {Young Hunter} El Cazador – 2020 – ARG – Marco Berger
14- Futur Drei {No Hard Feelings} Future Drei – 2020 – ALE – Faraz Shariat
15- Revelação – Disclosure: Trans Lives on Screen – 2020 – EUA – Sam Feder
16- Feels Good Man – 2020 – EUA – Arthur Jones
17- Guillermo Vilas: Esta Vitória é Sua {Settling the Score} Vilas: Serás lo que debas ser o no serás nada – 2020 – ARG – Matías Gueilburt
18- Vento Seco {Dry Wind} 2020 – BRA – Daniel Nolasco
19- Atleta A – Athlete A – 2020 – EUA – Bonni Cohen, Jon Shenk
20- Nossas Mães {Our Mothers} Nuestras Madres – 2020 – GUA/BEL/FRA – Cesar Diaz

5 em ordem alfabética

Cured – 2020 – EUA – Patrick Sammon, Bennett Singer
David Attenborough e Nosso Planeta – David Attenborough: A Life on Our Planet – 2020 – RUN – Alastair Fothergill, Jonathan Hughes, Keith Scholey
Vil, Má {Divinely Evil} 2020 – BRA – Gustavo Vinagre
Drag Kids – 2020 – CAN – Megan Wennberg
The Boys in the Band – 2020 – EUA – Joe Mantello

II. MELHORES CURTAS DE 2020 (top10 e 17 menções = 27)

1- Dois Homens ao Mar {Two Men by the Sea} 2020 – BRA[RS]/EST – Gabriel Motta
2- Morde & Assopra {Bite & Blow} 2020 – BRA [MG] – Stanley Albano
3- Deserto Estrangeiro – 2020 – BRA [RS] / ALE – Davi Pretto
4- Dádiva {Gift} 2020 – BRA [SP] – Evelyn Santos
5- Vai Corinthians – 2020 – BRA/ALE – Bruno Christofoletti Barrenha
6- Aos Cuidados Dela {in her care} 2020 – BRA [SP] – Marcos Yoshi
7- The World of tomorrow 3 – World of Tomorrow Episode Three: The Absent Destinations of David Prime – 2020 – EUA – Don Hertzfeldt
8- Inabitável – 2020 – BRA [PE] – Matheus Farias, Enock Carvalho
9- “Deve Ser Horrível Dormir Sem Mim” – 2020 – BRA – Manu Gavassi
10- República – 2020 – BRA [SP] – Grace Passô

  • 17 filmes que também são incríveis, em ordem alfabética

Estamos todos na sarjeta, mas alguns de nós olham as estrelas {We Are All in the Gutter, but Some of Us Are Looking at the Stars} -2020 -BRA [SP] – Sergio Silva, João Marcos de Almeida
Kini – Kini – 2020 – URU – Hernán Olivera
Manaus Hot City – 2020 – BRA [AM] – Rafael Ramos
Não Vai Ter Sangue {There Will be no Blood} Es wird kein Blut geben – 2020 – ALE – Paulo Menezes
O Colírio do Corman me Deixou Doido Demais – 2020 – BRA [RJ] – Ivan Cardoso
O vampiro de Niterói – 2020 – BRA – Renata Spitz, Mariana Ramos (minissérie curta)
Os Anéis da Serpente – Los Anillos de la Serpiente – 2020 – CHL – Edison Cájas
Os Heróis que Ficam em Casa – The Stay-at-Home Heroes – 2020 – BUL – Todor Nikolov
Os Últimos Românticos do Mundo {The Last Romantics of the World} – 2020 – BRA [PE] – Henrique Arruda
Pornô Anos 80 {80s Porn} 2020 – BRA [SP] – Mateus Capelo
Primeiro Amor – Premier Amour – 2020 – FRA/GRE – Haris Raftogiannis
Projeção Queer {Queer Projection} 2020 – BRA [SC] – Gabriel Turbiani
Próprio {Self} 2020 – BRA/EUA – Rafael Thomaseto
Público ou Privado {Public or Private} 2020 -BRA [SP] -Carolina Paris, Fernanda Souza e Rafis Martins
Seu Lindo Rosto {Beautiful You} Deine schöne Gestalt – 2020 – ALE – Bernadette Kolonko
Terra sem pecado {Sinless Land} Marcelo Costa – 2020 – BRA [DF] – Marcelo Costa
Uma Estudante {A Student} 2020 – CRS – Mi-ji Lee

III. LONGAS LANÇADOS ENTRE 2010 E 2019 (top30 e 54 menções = 84 filmes)

1- Garotos Selvagens – Les garçons sauvages – 2017 – FRA – Bertrand Mandico
2- Visages, villages {Faces Places} Visages villages – 2017 – FRA – JR, Agnès Varda
3- A Outra Pátria {Home from Home: Chronicle of a Vision} Die andere Heimat – Chronik einer Sehnsucht – 2013 – ALE/FRA – Edgar Reitz
4- Faca no Coração – Knife+Heart – Un couteau dans le coeur – 2018 – FRA – Yann Gonzalez
5- Um elefante sentado quieto {An Elephant Sitting Still} Da xiang xi di er zuo – 2018 – CHN – Hu Bo
6- Aquele Sentimento do Verão {This Summer Feeling} Ce sentiment de l’été – 2015 – FRA/ALE – Mikhaël Hers
7- Amanda – 2018 – FRA – Mikhaël Hers
8- Genesis – Genèse – 2019 – CAN – Philippe Lesage
9- A Torre {The Tower} 2019 – BRA [MG] – Sérgio Borges
10- Won’t You Be My Neighbor? – 2018 – EUA – Morgan Neville
11- Ninguém Está Olhando {Nobody’s Watching} Nadie Nos Mira – 2017 – ARG/ESP/COL/BRA/EUA – Julia Solomonoff
12- Meninos do Oriente – Eastern Boys – 2013 – FRA – Robin Campillo
13- A vida privada dos hipopótamos {I Touched All Your Stuff} 2014 – BRA – Maíra Bühler, Matias Mariani
14- Happy Old Year – 2019 – TAI – Nawapol Thamrongrattanarit
15- Happiness… Promised Land – Le bonheur… Terre promise – 2011 – FRA – Laurent Hesse
16- Crianças Lobo {Wolf Children} Ôkami kodomo no Ame to Yuki – 2012 – JAP – Mamoru Hosoda
17- Sem Fôlego – Wonderstruck – 2017 – EUA – Todd Haynes
18- Marvin {Reinventing Marvin} Marvin ou la belle éducation – 2017 – FRA – Anne Fontaine
19- A Morte Virá e Levará Seus Olhos {Death Will Come and Shall Have Your Eyes} Vendrá la Muerte y Tendrá Tus Ojos – 2019 – CHL/ALE/ARG – José Luis Torres Leiva
20- Lingua Franca – 2019 – EUA/FIL – Isabel Sandoval
21- O Estranho Caso de Angelica – 2010 – POR/ESP/FRA/BRA – Manoel de Oliveira
22- Música e Apocalípse {Music & Apocalypse} Weitermachen Sanssouci – 2019 – ALE – Max Linz
23- Suite Armoricaine {Armorican Suite} Suite Armoricaine – 2015 – FRA – Pascale Breton
24- Again Once Again – De Nuevo Otra Vez – 2019 – ARG – Romina Paula, Rosario Cervio
25- The Look of Silence – 2014 – DIN/INO/FIN/NOR/RUN/ISR/FRA/EUA/ALE/HOL – Joshua Oppenheimer
26- Bom Comportamento – Good Time – 2017 – EUA – Benny Safdie, Josh Safdie
27- Parasita – Gisaengchung- 2019 – CRS – Bong Joon Ho
28- Até que a Loucura nos Separe {Til Madness Do Us Part} Feng ai – 2013 – JPN/FRA/HKO – Wang Bing
29- L’amour debout {Love Blooms} L’amour debout – 2018 – FRA – Michaël Dacheux
30- Memory Lane – 2010 – FRA – Mikhaël Hers

  • 54 filmes que vi e curti (alguns até bastante):

120 Batimentos por Minuto {120 Beats Per Minute} 120 battements par minute – 2017 – FRA – Robin Campillo
2+2=22 [The Alphabet] AKA Streetscapes – Chapter 1 – 2017 – ALE – Heinz Emigholz
48 – 2010 – POR – Susana de Sousa Dias
A Fotografia Oculta de Vivian Maier – Finding Vivian Maier – 2013 – EUA – John Maloof, Charlie Siskel
A ilha do tesouro {Treasure Island} L’île au trésor – 2018 – FRA – Guillaume Brac
Ad Astra: Rumo às Estrelas – Ad Astra – 2019 – EUA – James Gray
Amor Até as Cinzas – Jiang hu er nü – 2018 – CHN/FRA/JAP – Jia Zhangke
Bacurau {Nighthawk} 2019 – BRA/FRA – Juliano Dornelles, Kleber Mendonça Filho
Barreiras – Barrage – 2017 – LUX/BEL/FRA – Laura Schröder
Beijos Escondidos {Hidden Kisses} Baisers cachés – 2016 – FRA – Didier Bivel
Benzinho – 2018 – BRA/URU/ALE – Gustavo Pizzi
Bixa Travesty {Tranny Fag} 2018 – BRA – Kiko Goifman, Claudia Priscilla
Computer Chess – 2013 – EUA – Andrew Bujalski
Die Mondverschwörung – 2011 – ALE/AUT/SUI – Thomas Frickel
E Então Nós Dançamos – And Then We Danced – 2019 – SUE/GEO/FRA – Levan Akin
Eleições {Elections} 2019 – BRA – Alice Riff
Em Ritmo de Fuga – Baby Driver – 2017 – RUN/EUA – Edgar Wright
Garota Sombria Caminha pela Noite – A Girl Walks Home Alone at Night – 2014 – EUA – Ana Lily Amirpour
Gretchen Filme Estrada {Gretchen Road Movie} 2010 – BRA – Eliane Brum, Paschoal Samora
Hermia & Helena – 2016 – ARG/EUA – Matías Piñeiro
História de um Casamento – Marriage Story – 2019 – RUN/EUA – Noah Baumbach
Honeyland – 2019 – MDN – Tamara Kotevska, Ljubomir Stefanov
Inferninho {My Own Private Hell} 2018 – BRA – Pedro Diogenes, Guto Parente
Jauja – 2014 – ARG/DIN/FRA/MEX/EUA/ALE/BRA/HOL – Lisandro Alonso
Kingsman: Serviço Secreto – Kingsman: The Secret Service – 2014 – RUN/EUA – Matthew Vaugh
Looking: O Filme – Looking: The Movie – Looking – 2016 – EUA – Andrew Haigh
Manta Ray – Kraben – 2018 – TAI/FRA/CHN – Phuttiphong Aroonpheng
Martha Marcy May Marlene – 2011 – EUA – Sean Durkin
Minha Amiga Victoria {My Friend Victoria} Mon amie Victoria – 2014 – FRA/BEL – Jean-Paul Civeryrac
Minha Vida de Abobrinha – Ma vie de courgette – 2016 – SUI/FRA – Claude Barras
O Círculo Cromático – The Color Wheel – 2011 – EUA – Alex Ross Perry
O Encontro – Time Out of Mind – 2014 – EUA – Oren Moverman
O Irlandês – The Irishman – I Heard You Paint Houses – 2019 – EUA – Martin Scorsese
O Professor Substituto {School’s Out} L’heure de la sortie – 2018 – FRA – Sébastien Marnier
O Reino de Deus – God’s Own Country – 2017 – RUN – Francis Lee
O Sexo dos Anjos – El sexo de los ángeles – 2012 – ESP/BRA – Xavier Villaverde
Os Fortes {The Strong Ones} Los Fuertes – 2019 – CHL – Omar Zúñiga Hidalgo
Passageiros da Vida – Land Ho! – 2014 – ISL/EUA – Aaron Katz, Martha Stephens
Pássaros de Verão {Birds of Passage} Pájaros de verano – 2018 – COL/DIN/MEX/ALE/SUI/FRA – Cristina Gallego, Ciro Guerra
Pendular {Pendule} 2017 BRA/ARG/FRA/ALE Júlia Murat
Ratos de Praia – Beach Rats – 2017 – EUA – Eliza Hittman
Reindeerspotting – Escape from Santaland – Reindeerspotting – pako Joulumaasta – 2010 – FIN – Joonas Neuvonen
Rocketman – 2019 – RUN/CAN/EUA – Dexter Fletcher
Selvagem {Wild} Sauvage – 2018 – FRA – Camille Vidal-Naquet
Shirley: Visões da Realidade – Shirley: Visions of Reality – 2013 – AUT – Gustav Deutsch
Sieranevada – 2016 – ROM – Cristi Puiu
Suk Suk {Twilight’s Kiss} 2019 – HKO – Ray Yeung
Swallow – 2019 – EUA/FRA – Carlo Mirabella-Davis
Toy Story 4 – 2019 – EUA – Josh Cooley
Turma da Mônica: Laços – 2019 – BRA – Daniel Rezende
Um Lindo Dia na Vizinhança – A Beautiful Day in the Neighborhood – 2019 – EUA/CHN – Marielle Heller
Uma Longa Viagem – 2011 – BRA – Lúcia Murat
Vitalina Varela {As filhas do Fogo} 2019 – POR – Pedro Costa
Vizinhos – Neighbors – 2014 – EUA – Nicholas Stoller

IV. CURTAS e MÉDIAS LANÇADOS ENTRE 2010 E 2019 (top 20 + 36 menções)

1- (emp) World of Tomorrow Episode Two: The Burden of Other People’s Thoughts – 2017 – EUA – Don Hertzfeldt
1- (emp) No No Sleep – Wu wu mian – 2015 – TWN/HKO Tsai Ming Liang
3- O Nosso Amor Vai Embora – 2019 – BRA [PE] – Mariana Lacerda, Claudia Priscilla
4- Algo Para Lembrar – Nagott att Minnas – 2019 – SUE – Niki Lindroth von Bahr
5- Extratos – Extratos – 2019 – BRA [SP] – Sinai Sganzerla
6- Cão Maior – 2019 – BRA [DF] – Filipe Alves
7- Estações Instáveis – Saisons Instables – 2019 – FRA – Florian Goralsky
8- Portugal Pequeno – 2019 – BRA [RJ] – Victor Quintanilha Moura Dias
9- Angela – 2019 – BRA – Marília Nogueira [curta]
10- Como Preparar Gimbap – How to Make Gimbap – 2019 – ALE – Ji Su Kang-Gatto
11- Sábado não é dia de Ir Embora {Saturday} – 2019 – BRA [RJ] – Luísa Giesteira
12- Como Preparar Subak Hwachae – How to Make Subak Hwachae – 2019 – ALE – Ji Su Kang-Gatto
13- Entre Nós e o Mundo – 2019 – BRA – Fábio Rodrigo
14- Dia Negro – Journée Noire – 2019 – SEN – Yoro Mbaye
15- Uma volta por Ouaga – Ça Tourne à Ouaga – 2017 – BKF – Irene Tassembedo
16- O Amante de Manila – The Manila Lover – 2019 – NOR/FIL – Johanna Pyykkö
17- Karaokê – Karaoke – 2019 – ARG -Axel Rezinovsky
18- Boa Noite – Da Yie – 2019 – BEL/GAN – Anthony Nti
19- Unsound (sem som) – Unsound – 2019 – EUA – Vivian Ostrovsky
20- Desconexo {Offline – 2019 – BRA [SP] – Lui Avallos

  • outros curtas e médias que vale a pena conferir

“I Don’t Know Which Tree it Comes from that” – 2017 – EUA – Jonas Mekas
A Vida Continua – Life Goes On – 2019 – NOR – Henry K. Norvalls
Água {Water} Vattnet – 2012 – HOL – Marco van Bergen
Boygame – 2013 – SUE – Anna Nolskog
Campo de Marte {Carton Titre: Champ de Mars} Champ de Mars – 2019 – SUI – Rokhaya Marieme Balde
Cinema Contemporâneo – 2019 – BRA [PE] – Felipe André Silva
Como Preparar Yachaejuk – How to Cook Yachaejuk – 2019 – ALE – Ji Su Kang-Gatto
El inicio – The Beginning – El inicio – 2010 – ARG – Luis María Mercado
End of Summer – 2014 – DIN/ISL/ANT – Jóhann Jóhannsson
Escapade – 2014 – HOL – Gijs Blom
Febre Austral – Fiebre Austral – 2019 – CHL – Thomas Woodroffe
Foto Documento – 2016 – ARG – Antonella Defranza
Formas Concretas de Resistência – Concrete Forms of Resistance – 2019 RUN/LBN – Nick Jordan
Ghost Strata – 2019 – RUN – Ben Rivers
Hans – Hann – 2018 – ISL – Runar Þór Sigurbjörnsson
Ilhas de Calor {Island of Heat} 2019 – BRA [AL] – Priscila Nascimento
In Memorian – O Roteiro do Gravador {In Memorian – The Script of a Recorder} 2019 BRA [RJ] Sylvio Lanna
Jag är Polisen – 2014 – HOL – Marco van Bergen
La pelicula infinita {The Endless Film} La pelicula infinita – 2018 – ARG – Leandro Listorti
Lamúria {Lament} Lamúria – 2011 – BRA [PB] – Nathan Cerino
Mãtãnãg, a Encantada {Mãtãnãg, The Enchanted One} 2019 – BRA [MG] – Shawara Maxakali, Charles Bicalho
Migrante {Migrant} Migrante – 2019 – ARG – Esteban Ezequiel Dalinger, Cesar Daniel Iezzi
Noctiluca – 2014 – URU – Juan Carve
North Korea Series – 2018 – Indigo Traveller (minissérie curta)
O Portão de Ceuta {Ceuta’s Gate} Bab Sebta – 2019 – FRA/MAR – Randa Maroufi
Porta dos Fundos – Especial de Natal: Se Beber, Não Ceie – 2018 – BRA – Rodrigo Van Der Put
Reel – 2013 – SUE – Jens Choong
Tea for Two – 2019 – BRA – Julia Katharine
Trêmulo – Tremulous – Trémulo – 2015 – MEX – Roberto Fiesco
Um Conto do Nada: Circo – 2019 – BRA [SP] – DanSP, Heitor Lyra
Venus – 2019 -BRA [MG] – Pedro Estrada
Violin – Violine – 2012 – ALE – Roman Ilyushenko
Walker – [行者] – 2012 – HKO – Tsai Ming Liang
We Are Animals – 2013 – EUA – Dominic Haxton
We Remember Moments – 2015 – NOR/ISL – Iver Jensen
Zombies – 2018 – BEL/RDC – Baloji

V. MELHORES LONGAS LANÇADOS ATÉ 2009 (top100 + 103 menções)

1- Um Filme Para Nick – Nick’s Film – Lightning Over Water Lightning Over Water – 1980 – SUE/RFA – Nicholas Ray, Wim Wenders
2- Daguerreótipos – Daguerreotypes – 1975 – FRA/RFA – Agnès Varda
3- O Clamor da Juventude – Zachariah – 1971 – EUA – George Englund
4- Chá e Simpatia – Tea and Sympathy – 1956 – EUA – Vincente Minnelli
5- Uma Canta, a Outra Não {One Sings, the Other Doesn’t} L’une chante l’autre pas – 1977 – FRA/URS – Agnès Varda
6- Pelos Caminhos do Inferno – Outback / Wake in Fright – 1971 – RUN/AUS/EUA – Ted Kotcheff
7- Quando o Coração Floresce – Summertime – 1955 – RUN/EUA – David Lean
8- Feios, Sujos e Malditos {Ugly, Dirty and Bad / Down and Dirty} Brutti, sporchi e cattivi – 1976 – ITA – Ettore Scola
9- À Sombra do Vulcão – Under the volcano – 1984 -MEX/EUA – John Huston
10- O Caso dos Irmãos Naves – 1967 – BRA – Luiz Sérgio Person

11-Cria Corvos – Cría Cuervos… – 1976 – ESP – Carlos Saura
12- Amor ao Mar {Love at Sea } L’amour à la mer – 1964 – FRA – Guy Gilles
13- O Segundo Rosto – Seconds – 1966 – EUA – John Frankenheimer
14- Iran is my Land – Iran Saraye Man Ast – 1999 – IRA – Parviz Kimiavi
15- Deus Sabe Quanto Amei – Some Came Running – 1958 – EUA – Vincente Minnelli
16- Une aussi longue absence – 1961 – FRA/ITA – Henri Colpi
17- Les amis {The Friends} 1971 – FRA – Gérard Blain
18- No Sul do Pacífico – South Pacific – 1958 – EUA – Joshua Logan
19- Bunny Lake desapareceu – Bunny Lake Is Missing – 1965 – RUN – Otto Preminger
20- Habeas Corpus – 1986 – ARG – Jorge Acha

21- Paixão Selvagem – Canyon Passage – 1946 – EUA – Jacques Tourneur
22- O Testamento de Orfeu {Testament of Orpheus} Le testament d’Orphée ou ne me demandez pas pourquoi – 1960 – FRA – Jean Cocteau
23- O Esporte Favorito dos Homens – Man’s Favorite Sport? – 1964 – EUA – Howard Hawks
24- De Punhos Cerrados {Fists in the Pocket} I pugni in tasca – 1965 – ITA – Marco Bellocchio
25- A Estranha Passageira – Now, Voyager – 1942 – EUA – Irving Rapper
26- Diabólicos Sedutores – Something for Everyone – 1970 – EUA – Harold Prince
27- Um Garoto na Multidão {A Child in the Crowd} Un enfant dans la foule – 1976 – FRA – Gérard Blain
28- Alucinações do Passado – Jacob’s Ladder – 1990 – EUA – Adrian Lyne
29- Braço de Diamante {Diamond Arm} Brilliantovaya ruka – 1969 – URS – Leonid Gaidai
30- Jornada Fabulosa – It Couldn’t Happen Here – 1987 – RUN – Jack Bond

31- Body Without Soul – Telo bez duse – 1995 – RTC – Wiktor Grodecki
32- Obsessão Sinistra – The Best of Friends / What’s the Matter with Helen? – 1971 – EUA – Curtis Harrington
33- Procura Insaciável – Taking Off – 1971 – EUA – Milos Forman
34- Kung-Fu Master! {Little Love} 1988 – FRA – Agnès Varda
35- Aus einem deutschen Leben {Death Is My Trade} 1978 – RFA – Theodor Kotulla
36- Oz – Oz: A Rock n Roll Road Movie – 1976 – AUS – Chris Löfvén
37- Gallivant – 1996 – RUN – Andrew Kotting
38- Romance – 1999 – FRA – Catherine Breillat
39- Cães Raivosos {Kidnapped} Cani arrabbiati – 1998 [1974] – ITA – Mario Bava
40- Family Way – The Family Way – 1966 – RUN – John Boulting, Roy Boulting

41- O Abominável Dr. Phibes – The Abominable Dr. Phibes – 1971 – RUN – Robert Fuest
42- A Aldeia dos Amaldiçoados – Village of the Damned – 1960 – RUN – Wolf Rilla
43- Disco Limbo – 2016 – ARG – Fredo Landaveri, Mariano Toledo
44- Saindo – Coming Out – 1989 – RDA – Heiner Carow
45- Rebelião {Samurai Rebellion} Jôi-uchi: Hairyô tsuma shimatsu – 1967 – JAP – Masaki Kobayashi
46- 2:37 – É Só uma Questão de Tempo – 2:37 – 2006 – AUS – Murali K. Thalluri
47- O Vale dos Perdidos {The Valley (Obscured by Clouds)} La vallée – 1972 – FRA – Barbet Schroeder
48- A Bigger Splash – 1973 – RUN – Jack Hazan
49- A Ratoeira {The Rat-Trap} Elippathayam – 1982 – IND – Adoor Gopalakrishnan
50- Sangue de Um Poeta {The Blood of a Poet} Le sang d’un poète – 1930 – FRA – Jean Cocteau

51- Fúria Sanguinária – White Heat – 1949 – EUA – Raoul Walsh
52- Luz del Fuego – 1982 – BRA – David Neves
53- Unguided Tour {Letter from Venice} Giro turistico senza guida – 1984 – ITA – Susan Sontag
54- Tie Xi Qu: West of the Tracks – Tiexi qu – 2002 – CHN/HOL – Wang Bing
55- Atlantic City – Atlantic City, USA – 1980 – FRA/CAN – Louis Malle
56- Angèle – 1934 FRA Marcel Pagnol
57- O Fantasma do Paraíso – Phantom of the Paradise – 1974 – EUA – Brian De Palma
58- Lianna, Um Amor Diferente – Lianna – 1983 – EUA – John Sayles
59- Noite e Dia {Night and Day} Nuit et jour – 1991 – BEL/FRA/SUI – Chantal Akerman
60- Nostalgia for Countryland – Thuong nho dong quê – 1995 – VIE – Dang Nhat Minh

61- Themroc – Regresso às Cavernas [pt] – Themroc – 1973 – FRA – Claude Faraldo
62- Uma Mulher Descasada – An Unmarried Woman – 1978 – EUA – Paul Mazursky
63- A Broad Bellflower – Torajikkot – 1987 – CRN – Eun-hie Choi, Kyun Soon Jo, Sang-ok Shin
64- Ascensor para o Cadafalso {Elevator to the Gallows} Ascenseur pour l’échafaud – 1958 – FRA – Louis Malle
65- O Túmulo Vazio – The Body Snatcher – 1945 – EUA – Robert Wise
66- The Emperor’s Naked Army Marches On – Yuki yukite, shingun – 1987 – JAP – Kazuo Hara
67- Aqueles Dois – 1985 – BRA [RS] – Sergio Amon
68- The Leather Boys – 1964 – RUN – Sidney J. Furie
69- Toda uma Noite {A Whole Night / All Night Long} Toute une nuit- 1982 – BEL/FRA/HOL/CAN – Chantal Akerman
70- Wanda – 1970 – EUA – Barbara Loden

71- Meia-Noite – Midnight – 1939 – EUA – Mitchell Leisen
72- The Last Real Men – Die letzten Männer – 1994 – AUT – Ulrich Seidl
73- Amor Estranho Amor Love {Strange Love} 1982 – BRA – Walter Hugo Khouri
74- And Next Year at Lake Balaton – Und nächstes Jahr am Balaton – 1980 – RDA – Herrmann Zschoche
75- Juvenile Court – 1973 – EUA – Frederick Wiseman
76- O Ano que Vivemos em Perigo – The Year of Living Dangerously – 1982 – AUS/EUA – Peter Weir
77- La Danse {La Danse: The Paris Ballet Opera} La danse: Le ballet de l’Opéra de Paris – 2009 – FRA/EUA – Frederick Wiseman
78- O Parque Macabro – Carnival of Soul – 1962 – EUA – Herk Harvey
79- Demons – Filhos das Trevas – Dèmoni – 1985 – ITA – Lamberto Bava
80- The Days When I Do Not Exist – Les jours où je n’existe pas – 2002 – FRA – Jean-Charles Fitoussi

81- Por Quem os Sinos Dobram – For Whom the Bell Tolls – 1943 – EUA – Sam Wood
82- Perfect Blue – Pâfekuto burû – 1997 – JAP – Satoshi Kon
83- Meninos de Rua – Children Underground – 2001 – EUA – Edet Belzberg
84- Martin – 1977 – EUA – George A. Romero
85- Salão Kitty – Salon Kitty – 1976 – ITA/FRA/RFA – Tinto Brass
86- Na Cova da Serpente – The Snake Pit – 1948 – EUA – Anatole Litvak
87- A Floresta Petrificada – The Petrified Forest – 1936 – EUA – Archie Mayo
88- Com a Maldade na Alma – Hush…Hush, Sweet Charlotte – 1964 – EUA – Robert Aldrich
89- Adam 2 – Adam 2 – 1968 – RFA – Jan Lenica
90- A Tartaruga Vermelha – La tortue rouge – 2006 – FRA – Michael Dudok de Wit

91- Devagar, Não Corra – Walk Don’t Run – 1966 – EUA – Charles Walters
92- A Lenda da Flauta Mágica – The Pied Piper – 1972 – RUN/RFA/EUA – Jacques Demy
93- Onde o Mundo Acaba – Calabuch – 1956 – ESP/ITA – Luis García Berlanga
94- Meu Último Tango – My Last Tango – Mi último tango – 1960 – ESP – Luis César Amadori
95- Dog Star Man – 1964 – EUA – Stan Brakhage
96- Menino de engenho – 1965 – BRA – Walter Lima Jr.
97- Ela, a Chinesa – She, a Chinese – 2009 – RUN/FRA/ALE/CHN – Xiaolu Guo
98- Baxter, Vera Baxter – Les plages de l’Atlantique – Baxter, Vera Baxter – 1977 – FRA – Marguerite Duras
99- Um Som Diferente – Pump Up the Volume – 1990 – CAN/EUA – Allan Moyle
100- Gumnaam {The Unknown} 1965 – IND – Raja Nawathe

103 outros filmes que mesmo em menor grau, recomendo:

A Busca do Lucro e o Sussurro do Vento – Profit Motive and the Whispering Wind – 2007 – EUA – John Gianvito
A Confissão {The Confession} L’aveu – 1970 – FRA/ITA – Costa-Gavras
A Flor do Havaí {Flower of Hawaii} Die Blume von Hawaii – 1933 – ALE – Richard Oswald
A Intrusa {The Intruder / La intrusa} 1979 – BRA – Carlos Hugo Christensen
A Mulher do Século – Auntie Mame – 1958 – EUA – Morton DaCosta
A Ópera dos Três Vinténs {The 3 Penny Opera} Die 3 Groschen-Oper – 1931 – ALE – Georg Wilhelm Pabst
A Primeira Noite de Tranqüilidade {Indian Summer / The Professor} La prima notte di quiete – 1972 – ITA/FRA – Valerio Zurlini
A Raposa do Rabo de Veludo – El ojo del huracan – 1971 – ESP/ITA – José Maria Forqué
A Rustling of Leaves: Inside the Philippine Revolution – 1988 – CAN – Nettie Wild
A Travessia {The Crossing} Paar – 1984 – IND – Goutam Ghose
A Um Passo do Abismo – Over the Edge – 1979 – EUA – Jonathan Kaplan
Além das Nuvens – The way to the Stars – 1945 – RUN – Anthony Asquith
América – O Sonho de Chegar – Lamerica 1994 ITA/FRA/SUI/AUT – Gianni Amelio
Amigo/Amado {Beloved/Friend} Amic/Amat – 1999 – ESP – Ventura Pons
Aparte {On the Margins} Aparte – 2002 – URU – Mario Handler
As 7 Máscaras da Morte / As Sete Máscaras da Morte – Theater of Blood – 1973 – RUN – Douglas Hickox
Atriz Milenar {Millenium Actress} Sennen joyû – 2001 – JAP – Satoshi Kon
Baruch – This Ancient Law {This Ancient Law} Das alte Gesetz – 1923 – ALE – Ewald André Dupont
Batismo de Fogo {Feuertaufe. Der Film vom Einsatz unserer Luftwaffe in Polen} Feuertaufe – 1940 – ALE – Hans Bertram
Boys {The Boys} Pojat – 1962 – FIN – Mikko Niskanen
Central Bazaar – 1976 – RUN – Stephen Dwoskin
Crepúsculo do Caos – The Last of England – 1987 – RUN/RFA – Derek Jarman
Crônica de Anna Magdalena Bach {The Chronicle of Anna Magdalena Bach} Chronik der Anna Magdalena Bach – 1968 – RFA/ITA – Danièle Huillet, Jean-Marie Straub
Descrição de uma ilha {Description of an Island} Beschreibung einer Insel – 1979 – RFA – Cynthia Beatt, Rudolf Thome
Dize-me que Me Amas, Junie Moon – Tell Me That You Love Me, Junie Moon – 1970 – EUA – Otto Preminger
Dois Monjes {Two Monks} Dos monjes – 1934 – MEX – Juan Bustillo Oro
Espelho de Maya Deren – Im Spiegel der Maya Deren – 2001 – AUT/RTC/SUI/ALE – Martina Kudlácek
Eu Sou Curiosa – Amarelo – Jag är nyfiken – en film i gult -1967 – SUE – Vilgot Sjöman
For Those Who Will Follow – Pour la suite du monde – 1963 – CAN – Michel Brault, Pierre Perrault
Gaiola da Morte – 1992 – BRA – Waldir Kopesky
Garotinho Bobo – Garçon stupide – 2004 – SUI/FRA – Lionel Baier
Gay USA – 1977 – EUA – Arthur J. Bressan Jr.
Hanussen, o Profeta – Hanussen – 1988 – HUN/RFA/AUT – István Szabó
Hausu – 1977 – JAP – Nobuhiko Ôbayashi
Home – 2008 – Ursula Meier
Ilha dos Cisnes {Island of Swans} Insel der Schwäne – 1983 – RDA – Herrmann Zschoche
Inferno {Dante’s Inferno} L’Inferno – 1911 – ITA – Francesco Bertolini, Adolfo Padovan, Giuseppe de Liguoro
Jaula Amorosa {Joy Houe} Les félins – 1964 – FRA – René Clément
Jean Cocteau Autorretrato de Um Desconhecido {Jean Cocteau: Autobiography of an Unknown} Jean Cocteau: Autoportrait d’un inconnu – 1983 – FRA – Edgardo Cozarinsky
La Visa Loca – Pasyon USA – 2005 – FIL – Mark Meily
Les trottoirs de saturne – Las veredas de Saturno – 1986 – FRA/ARG – Hugo Santiago
Luster {Muse} 2002 – EUA -Everett Lewis
Mad Hot Ballroom – 2005 – EUA – Marilyn Agrelo
Made in Britain – Tales Out of School: Made in Britain – Made in Britain – 1980 – RUN – Alan Clarke
Milagre de Anne Sullivan – The Miracle Worker – 1962 – EUA – Arthur Penn
Mimi, o Metalúrgico {The Seduction of Mimi} Mimì metallurgico ferito nell’onore – 1972 – ITA – Lina Wertmüller
Minha Namorada – 1970 – BRA – Armando Costa, Zelito Viana
Mondo Weirdo {Virgin on the Edge} Jungfrau am Abgrund – 1990 – AUT/RFA – Carl Andersen
Mozart in Love – 1975 – EUA – Mark Rappaport
Mulheres Fáceis {Good Time Girls} Les bonnes femmes – 1960 – FRA/ITA – Claude Chabrol
No Limiar da Liberdade – Figures in a Landscape – 1970 – EUA – Joseph Losey
Noite Macabra – Phantasm – 1979 – EUA – Don Coscarelli
Nuvens Passageiras {Drifting Clouds} Kauas pilvet karkaavat – 1996 – FIN/ALE/FRA – Aki Kaurismäki
O Clube dos Corações Partidos – The Broken Hearts Club: A Romantic Comedy – 2000 – EUA – Greg Berlanti
O Estado das Coisas – Der Stand der Dinge – 1982 – RFAHOL/RUN/RFA/FRA/ESP/POR/EUA – Wim Wenders
O Farol {The Lighthouse} Mayak – 2006 – RUS/ARM -Mariya Saakyan
O General do Diabo {The Devil’s General} Des Teufels General 1955 – RFA – Helmut Käutner
O Gosto do Chá – Cha no aji – 2004 – JAP – Katsuhito Ishii
O Homem Ferido {The Wounded Man} L’homme blessé – 1983 – FRA – Patrice Chéreau
O Homem Que Deixou Seu Testamento No Filme {The Man Who Left His Will on Film} Tôkyô sensô sengo hiwa – 1970 – JAP – Nagisa Ôshima
O Matador de Ovelhas – Killer of Sheep – 1978 – FRA – Charles Burnett
O Médico e o monstro – Dr. Jekyll and Mr. Hyde – 1920 – EUA – John S. Robertson
O Retrato de Dorian Gray {Dorian Gray} Das Bildnis des Dorian Gray – 1970 – RUN/ITA/RFA – Massimo Dallamano
Olivia {The Pit of Loneliness} Olivia – 1951 – FRA – Jacqueline Audry
Oriana – 1985 – VEN/FRA – Fina Torres
Os Assassinos da Rua Morgue [Os Assassinatos da Rua Morgue] Murders in the Rue Morgue – 1932 – EUA – Robert Florey
Os Cavalos de Fogo {Shadows of Forgotten Ancestors} Tini zabutykh predkiv – 1965 – URS – Sergei Parajanov
Pão, Amor e Fantasia – Pane, amore e fantasia – 1953 – ITA – Luigi Comencini
Party Girl – 1995 – EUA – Daisy von Scherler Mayer
Pelos Bairros do Vício – Walk on the Wild Side – 1962 – EUA – Edward Dmytryk
Possuída – Ginger Snaps – 2000 – CAN – John Fawcett
Primose Hill – 2007 – FRA – Mikhaël Hers
Pulse – Kairo – 2001 – JAP – Kiyoshi Kurosawa
Quando Canta o Coração – Two weeks with Love -1950 – EUA – Roy Rowland
Rainbow Island – 1944 – EUA – Ralph Murphy
Recomeça a Vida {To New Shores / Life Begins Anew} Zu neuen Ufern – 1937 – ALE – Douglas Sirk
Relection of Evil – 2002 – EUA – Damon Packard
Repo Man: A Onda Punk – Repo Man – 1984 – EUA – Alex Cox
Revanche – 2008 – AUT – Götz Spielmann
Scaramouche – 1952 – EUA – George Sidney
Scum – 1979 – RUN – Alan Clarke
Searching for the Wrong-Eyed Jesus -2003 – EUA – Andrew Douglas
Set Me Free – Emporte-moi – 1999 – CAN/SUI/FRA – Léa Pool
Teenage Angst {Spieltieb} Teenage Angst – 2008 – RUN – Thomas Stuber
Tenebre – 1982 – ITA – Dario Argento
Tensão Sexual 2 {Sexual Tension: Volatile} Tensión sexual, Volumen 1: Volátil – ARG/EUA/FRA – Marco Berger, Marcelo Briem Stamm
Tequila – 1992 – MEX – Rubén Gámez
Tetsuo: O Homem de Ferro – Tetsuo – 1989 – JAP – Shin’ya Tsukamoto
The Play – Oyun – 2005 – TUR – Pelin Esmer
Tokyo Sweetheart – Tôkyô no koibito – 1952 – JAP – Yasuki Chiba
Tom Dowd & the Language of Music – Tom Dowd & the Language of Music – 2003 – EUA – Mark Moormann
Tonite Let’s All Make Love in London [London, Frühjahr 67] – Tonite Let’s All Make Love in London – 1967 – RUN – Peter Whitehead
Tudo Começou em Paris – Summer Holiday – 1963 – RUN – Peter Yates
Turumba – 1981 – FIL – Kidlat Tahimik
Um Domingo em Nova York – Sunday in New York – 1963 – EUA – Peter Tewksbury
Uma Página de Loucura – Kurutta ippêji – 1926 – JAP – Teinosuke Kinugasa
Vagon Fumador {Smokers Only} Vagón fumador – 2001 – ARG – Verónica Chen
Vamos Sonhar {Let’s Make a Dream} Faisons un rêve… – 1936 – FRA – Sacha Guitry
Vendaval em Jamaica – A High Wind in Jamaica – 1965 – RUN – Alexander Mackendrick
Via Láctea [O Estranho Caminho de São Tiago] {The Milky Way} La voie lactée – 1969 – FRA/ITA – Luis Buñuel
Vincent – Vincent: The Life and Death of Vincent Van Gogh – 1987 – AUS/BEL – Paul Cox
Vingança Diabólica – Murders in the Zoo – 1933 – EUA – A. Edward Sutherland
Waldheim: A Commission of Inquiry – Waldheim: A Commission of Inquiry – 1988 – RUN – Jack Saltman

VI. CURTAS E MEDIAS LANÇADOS ATÉ 2009 (74 filmes)

1- Compilation, 12 instants d’amour non partagé – Compilation, 12 instants d’amour non partagé – 2004 – FRA – Frank Beauvais
2- Ulisses – Ulysse – 1983 – FRA – Agnès Varda
3- Window Water Baby Moving – 1959 – EUA – Stan Brakhage
4- Nadja em Paris {Nadja in Paris} Nadja à Paris – 1964 – FRA – Éric Rohmer
5- Baby Shark – Bébé requin – 2005 – FRA – Pascal-Alex Vincent
6- Je flotterai sans envie – 2008 – FRA – Frank Beauvais
7- Tio Yanco {Uncle Yanco} Oncle Yanco – 1967 – FRA/EUA – Agnès Varda
8- Girl Power – 1992 – EUA – Sadie Benning
9- La Question ordinaire – La Question ordinaire – 1969 – FRA – Claude Miller
10- Quest – 1984 – EUA – Elaine Bass, Saul Bass
11- Lin e Katazan – 1982 – BRA – Edgard Navarro
12- I’ll be Watching You – 2007 – EUA – Kenneth Angger
13- Kustom Kar Kommandos – 1965 – EUA – Kenneth Anger
14- Last Spring – 1954 – FRA/EUA – François Reichenbach
15- Dog Star Man: Parte 1 – Dog Star Man: Part I – 1962 – EUA – Stan Brakhage
16- The Life and Death of 9413: a Hollywood Extra – 1928 – EUA – Robert Florey, Slavko Vorkapich
17- O Aniversário de Bobby – Bob’s Birthday – 1994 – CAN/RUN – Alison Snowden, David Fine
18- Houston, Texas – 1956 – FRA – François Reichenbach
19- Ecstasis – 1969 – JAP – Toshio Matsumoto
20- Phantom – 1975 – JAP – Toshio Matsumoto
21- Rabbit’s Moon – 1971 – EUA – Kenneth Anger
22- Les Marines – 1957 – FRA – François Reichenbach
23- Menilmontant – Ménilmontant – 1926 – FRA – Dimitri Kirsanoff
24- Everything visible is empty – Shiki, soku ze ku: Seijo – 1975 – JAP – Toshio Matsumoto
25- Fim {End} Verj [Конец] – 1992 – ARM – Artavazd Peleshian
26- Puce Moment – 1949 – EUA – Kenneth Anger
27- Celles qui s’en font – 1929 – FRA – Germaine Dulac
28- The Collector – Koleksiyoncu: The Collector – 2002 – TUR – Pelin Esmer
29- Vida de Cachorro – A Dog’s Life – 1918 – EUA – Charles Chaplin
30- It Wasn’t Love – 1992 – EUA – Sadie Benning

+44 filmes

A Aventura Perdida de Scrat – Gone Nutty – 2002 – BRA – Carlos Saldanha
A Fórmula Mágica – The Worm Turns – 1937 – EUA – Ben Sharpsteen
A Place Called Lovely – 1991 – EUA – Sadie Benning
Aimless walking -Bezucelná procházka – 1930 – TCH – Alexander Hammid
Bassae – Βάσσες – 1964 – FRA – Jean-Daniel Pollet
Black Panthers – 1968 – FRA – Agnès Varda
By the Kiss – 2006 – FRA – Yann Gonzalez
Charell – 2006 – FRA – Mikhaël Hers
Chromophobia – 1966 – BEL – Raoul Servais
Connection – 1981- JAP – Toshio Matsumoto
Dog Star Man: Parte 3 – Dog Star Man: Part III – 1964 – EUA – Stan Brakhage
Dog Star Man: Parte 4 – Dog Star Man: Part IV – 1964 – EUA – Stan Brakhage
Dog Star Man: Prelúdio – Prelude: Dog Star Man – 1962 – EUA – Stan Brakhage
Dorf and the First Games of Mount Olympus – 1988 – RUN – Lang Elliott
Eclipse – 1984 – BRA – Antônio Moreno
Einsvierzig {One Fourty} 1980 – AUT – Ulrich Seidl
Engenheiros Desastrados / O Barco do Mickey – Boat Builders – 1938 – EUA – Ben Sharpsteen
Estou com fome, estou com frio {I’m Hungry, I’m Cold} J’ai faim, j’ai froid – 1984 – FRA – Chantal Akerman
Exposed – 1978 – BRA – Edgar Navarro
For My Crushed Right Eye – Tsuburekakatta migime no tame ni – 1969 – JAP – Toshio.Matsumoto
Goldframe – 1970 – BEL – Raoul Servais
Há um Zumbido há um mosquito são dois – 2007 – ANG – Ery Claver
If Every Girl Had a Diary – 1990 – EUA – Sadie Benning
James – 2008 – RUN – Connor Clements
Jollies – 1990 – EUA – Sadie Benning
Me and Rubyfruit – 1990 – EUA – Sadie Benning
Mona Lisa – 1973 – JAP – Toshio Matsumoto
Nós {We} Menk – 1969 – URS/ARM – Artavazd Peleshian
Nus Masculinos – Nus Masculins – 1954 – FRA – François Reichenbach
O homem com a mala {The Man with the Suitcase} L’Homme à la valise – 1984 – FRA – Chantal Akerman
O Julgamento de Pluto – Pluto’s Judgment Day – 1935 – EUA – David Hand
O Sofá Vermelho – Le canapé rouge – 2005 – FRA – Éric Rohmer, Marie Rivière
Pegasus – 1974 – BEL – Raoul Servais
Plastic Bag – 2009 – EUA – Ramin BahranI
Record 957 – Disque 957 – 1928 – FRA – Germaine Dulac
Resposta das Mulheres: Nosso Corpo, Nosso Sexo {Women Reply} Réponse de femmes: Notre corps, notre sexe – 1975 – FRA – Agnès Varda
Streets of Crocodiles – 1986 – RUN – Stephen Quay, Timothy Quay
Tale of Tales – Skazka skazok – 1979 – URS – Yuri Norstein
The Sinking of the Lousitana – The Sinking of the “Lusitania” – 1918 – EUA – Winsor McCay
The Storm-Tamer {The Tempest: Poem on the Sea} Le Tempestaire – 1947 – FRA – Jean Epstein
Time for Love – 1994 – EUA? – Carlos Saldanha
To Speak or not to speak – 1972 – BEL – Raoul Servais
Twice a Man – 1964 – EUA – Gregory J. Markopoulos
Washington Square Sunday – 1978 – EUA/BRA – Jorge O’Mourão

VII. Minisséries, temporadas, especiais (11)

1- Heimat {Heimat: A Chronicle of Germany} Heimat – Eine Chronik in elf Teilen – 1984 – RFA – Edgar Reitz
2- Fun to Imagine with Richard Feynman – 1983 – RUN – Christopher Sykes
3- Paranoia Agent – Môsô dairinin – 2004 – JAP – Satoshi Kon, Takuji Endo, Hiroshi Hamazaki, Takayuki Hirao, Nanako Shimazaki, Kôjirô Tsuruoka
4- Years and Years – 2019 – RUN- Simon Cellan Jones, Lisa Mulcahy, Russell T Davies
5- The Circle Brasil – 1ª Temporada – The Circle: Brazil – 2020 – BRA/RUN
6- Greece: The Hidden War – 1986 – RUN – Jane Gabril
7- Big Brother Brasil 20 – 2020 – BRA
8- A Fazenda 12 – 2020 – BRA
9 – O Gâmbito da Rainha – The Queen’s Gambit – 2020 – EUA
10- Valeria: 1ª temporada
11- The Deuce – 1ª Temporada

VIII. REVISÕES (aqui a classificação tem mais a ver com o novo impacto causado do que propriamente uma listagem dos melhores)

1- As Horas – The Hours – 2002 – EUA/RUN – Stephen Daldry
2- As Estátuas também morrem – Les statues meurent aussi – 1953 – FRA – Ghislain Cloquet, Chris Marker, Alain Resnais
3- Ernesto – 1979 – ITA – Salvatore Samperi
4- O Criado – The Servant – 1963 – EUA – Joseph Losey
5- Fireworks – 1947 – EUA – Kenneth Anger
6- Você não está Sozinho {You Are Not Alone} Du er ikke alene – 1978 – DIN – Ernst Johansen, Lasse Nielsen
7- Apocalypse Now – 1979 – EUA – Francis Ford Coppola
8- Onda Nova – 1984 – BRA – Zé Antônio Garcia, Ícaro Martins
9- Not Angels But Angels – 1994 – RTC/FRA – Wiktor Grodecki
10- República dos Assassinos – 1979 – BRA – Miguel Faria Jr.
11- O Beijo da Mulher Aranha – Kiss of the Spider Woman – 1985 – BRA/EUA – Hector Babenco
12- António Um Dois Três – 2017 – BRA/POR – Leonardo Mouramateus
13- A Lira do Delírio – 1978 – BRA – Walter Lima Jr
14- Blow Up My Town – Saute ma ville – 1968 – BEL – Chantal Akerman
15- A Princesa e o Plebeu – Roman Holiday – 1953 – EUA – William Wyler
16- Tempestade de Ritmo – Stormy Weather – 1943 – EUA – Andrew L. Stone
17- The Attendant – 1993 – RUN – Isaac Julien
18- Guerra e Humanidade: Não há Amor Maior {The Human Condition I: No Greater Love} Ningen no jôken – 1959 – JAP – Masaki Kobayashi

IX. ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA (única em 2020)

Minha Mãe é uma Peça 3: O Filme {My Mom is a Character 3} 2019 – BRA – Susana Garcia

X. MEU FILME RS
Se eu não vou divulgar ele, quem vai né?curta feito em abril para um edital de quarentena

“Chega! Mais?” – 2020 – BRA – Mateus Nagime

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Previsões Eleições EUA

Longa Jornada Noite Adentro hoje na apuração norte-americana. Essa é minha previsão. Provavelmente os resultados só serão conhecidos quarta de manhã e resultados finais durante a semana. Lá vem textão de estado a estado. Mas no fim fui moderado na moderaçào: mesmo com uma virada de Trump e ele indo melhor do que nas pesquisas… perde por 268-270. No senado, os democratas que atualmente estão em desvantagem (47×53), viram para 50×48 e as duas corridas na Geórgia vão para segundo turno em janeiro, cada uma indo para um partido: 51×49.

Spoiler: em 2004 no meu fotolog eu também apostei em Kerry 270×268 Bush e deu Bush 286-252 x Kerry…

Vamos lá como cheguei nos números e coisas para ficar atento.

15 estados votam azul desde 1992 e 13 deles deve dar uma vitória larga para Biden: California (55), Connecticut (7), Delaware (3), Havaí (4), Illinois (20), Maryland (10), Massachusets (11), Nova Jersey (14), Nova York (29), Oregon (7), Rhode Island (4), Vermont (3) e Washington (12). DC (3) com menos de 90% democrata é perigo! A vitória mais difícil foi em 1980 com 74,89%. Dai já tem 182 votos.

Maine é outro que vota democrata desde 1992 e enquanto a vantagem diminuiu, deve dar 3 dos 4 votos para Biden. Colorado (9)e Virginia (13) eram republicanos na Era Bush, mas desde então se consolidaram como democratas, assim como Novo México (5). New Hampshire (4), com exceção de 2000 vota sempre democrata. Biden chega a 216.

Minnesota (10) foi o único estado a votar democrata em 1984 (lembre-se, DC não é estado e os democratas querem transformá-lo em estado, assim como Porto Rico, mas ai é outa história) e portanto tem a maior streak democrata, desde 1976. Trump quase virou em 2016, mas em 2020 ele tá mais distante. Mesma coisa de Nevada (6), outro estado Bushiano que Obama conseguiu manter como azul em 2016 e deve votar em Biden. Todos olhos vão para Michigan (16) e Wisconsin (10), anteriomente considerados seguros para o PD, mas que Trump levou e devem votar no Biden. Daí chegamos a 258. Segura o número.

No lado republicano, Trump deve levar com grande folga Nebraska (4), Arkansas (6), Louisiana (8), Tennessee (11), Alabama (9), Idaho (4), Kentucky (8), Dakota do Norte (3) e do Sul (3), Oklahoma (7), Virgina Ocidental (5) e Wyoming (3): 71 votos. Indiana (11) que votou em Obama em 2008 mas voltou para controle republicano em 2012 e Mississippi (6) também devem ir com folga para Trump: 88. Não espere resultado apertado, mas estou curioso pela diferença de Trump para Biden em Kansas (6) e Utah (6). O maximo que um democrata conseguiu desde 1972 em Utah foi Obama com 34.41. em 1968, Hubert Humphey levou 37.07; Biden aparece perdendo por 41,7×55,7. Em Kansas, se Biden fizer mais do que 41,65 de Obama em 2008 vai ser muito e ele está com 45,7% na pesquisas.

Já com 100 votos, Trump tem folga também em: Montana (3), onde a vantagem tem diminuído e Clinton levou em 1992, Carolina do Sul (9) que vota republicano desde 1980, Missouri (10), onde Clinton venceu duas vezes e Obama quase levou em 2008 e Alaska (3). Alaska é um dos quatro únicos estados fora da Muralha Azul em que Donald Trump teve forte queda em relação a Mitt Romney. Joe Biden pode fazer a melhor campanha democrata desde 2008 e talvez o aquecimento global e políticas de petróleo podem transformar o Alasca em um estado decisivo e muito vai depender desta eleição. Lembrando que para os moradores é bom que o estado seja competitivo, já que traz atenção nacional e dos políticos para os problemas locais.

Bem, daí Trump tem 125 votos. 13 estados são considerados competitivos este ano, entre eles New Hampshire, Maine, Minnesota, Michigan e Wisconsin que já falamos. O único estado em que Trump deve levar com certa folga ainda é Texas (38). As pesquisas apontam vitórias apertadas (50,2×48,9), mas Tump deve chegar aos 163 votos. E lembre-se, Biden tá com 258. 

Ohio e Iowa são autênticos swing states, que mudam os votos durante os anos. Iowa com 6 votos não parece influenciar tanto, mas…  Ohio com seus 18 votos tem a tendência de apontar o rumo da nação e desde 1964 quem vence lá ocupa a Casa Branca. Trump venceu com folga em 2016 e pesquisas sempre mostraram empate ou indecisão, mas em geral favorecendo os republicanos. Mais 24 pra conta de Trump: 187×258.

Georgia (16) e Florida (29) são estados vizinhos sulistas. Georgia vota republicano desde 1996 e Florida caminha com o vencedor nacional desde 1996. Georgia pode ter a melhor votação para um democrata desde Jimmy Carter – que é de lá – em 1980.  Biden liderou brevemente e Trump nunca decolou, mas acho que ainda leva. Biden SEMPRE liderou Florida, e chega com 50,8×48,5 MAS acho que Trump leva aqui também, talvez por muito pouco, coisa de 48,85×48,84 de Bush v. Gore em 2000. Daí Trump vai para 232 e Biden fica em 258. Se Biden vencer Ohio, Florida ou Georgia e aqueles acima em que é claramente favorito, fecha a conta.

Carolina do Norte (15) tinha uma vantagem de 3 pontos para Biden, mas últimas pesquisas o colocam 2 pontos a frente. Nos últimos 40 anos só Obama venceu em 2008 e perdeu em 2012. As pesquisas ou dizem empate ou levemente democrata, mas eu aposto em Trump aqui que chega a 247. De novo, vencendo aqui, Biden fecha a conta.

Daí, chegamos na Pensilvania (20), que votou democrata entre 1992-2016, e onde Hilary Cliton sentia-se segura… com 5 pontos nas pesquisas. Biden também tem vantagem de 5 pontos, e chegou a 7 duas semanas atrás. Todos números e pesquisas botam Biden e Biden vencendo aqui praticamente assegura a vitória, mas meu instinto aponta para vitória de Trump, que chega a 267 pontos e vira diante de Biden com 258. Lembando que os votos pelo correio vão demorar a ser contados, então Trump pode ter uma liderança pequena na noite de terça / manhã de quarta e sofrer virada enquanto votos por correios chegam e são contados. E claro… acionar a justiça. 

Daí falta só Arizona (11), que vota republicano desde 1952, com exceção de Bill Clinton em 1992, com 46,52%, contra 44,29% de Bob Dole e 7,98% de Ross Perot. Lyndon Johnson conseguiu 49,45% em 1964, perdendo por menos de 5 mil votos. Mas estranhamente, pesquisas apontam que Joe Biden pode ser o primeiro democrata desde Henry Truman a ter mais de 50% de votos no estado e levar. Aposto que Biden vence e chegue a 269 votos, contra 267 de Trump. Mas pera, não precisa de 270?

É que Nebraska e Maine dão 2 votos para o vencedor estadual e um voto por vencedor distrital. Maine é principalmente democrata e Nebraska republicana, com exceção do 2º distrito de ambos. Trump rompeu vitórias democratas no segundo distrito de MAine em 2016 com 51×41. Pesquisas apontam leve vantagem de Biden, mas… vou de Trump aqui que chega a 268×269 :O

Daí aproveito para responder: E se der empate? A Presidente Selina em “Veep” (série genial, aliás), vítima de empate, reclama de não terem criado um número ímpar de delegados. Dando empate, a Câmara de Deputados escolhe o Presidente e o Senado escolhe o Vice. 

Enquanto os democratas tem uma larga vantagem e deve continuar a ter na Câmara dos Deputados, cada estado tem um voto, e aí os republicanos passam a ter pequena vantagem, mas claro vai depender do Congresso eleito hoje.

No Senado, vantagem republicana de 53 a 47 deve cair. 12 cadeiras democratas estão em jogo e os republicanos devem virar no Alabama. Por outro lado, 23 cadeiras republicanas estão em jogo, com 7 delas seriamente disputadas: democratas são favoritos para virar em Arizona, Colorado, Maine e Carolina do Norte. Assim, os democratas ganham 3 (50×50) e outras 3 estão indefinidas. No Iowa, o candidato democrata é levemente favorito a tomar a vaga do republicano, mas provavelmente o resultado será bem próximo ao resultado presidencial. Aposto em vitória republicana. 

Daí as duas cadeiras restantes são na Geórgia. Uma delas apresenta leve vitória do candidato republicano de 49,3% contra 49%, mas se nenhum candidato chegar a 50% há segundo turno em janeiro. Mesma coisa na outra, corrida especial para repor a vaga de um político aposentado, em que há mais de um candidato republicano e democrata. Provavelmente nenhum chega a 50% mas o candidato democrata que passar é considerado favorito. Novamente, os resultados na eleição presidencial da Georgia terão efeitos aqui. 

Enfim, aposto que democratas tenham 50 cadeiras e republicanos 48 e cada um vença mais uma na Georgia em janeiro (51×49). Agora e se der 269×269 para Presidente e 50×50 no Senado, quem é o vice? não sei…

Mas voltando para nossa simulação presidencial… no voto que faltava, segundo distrito de NEbraska, onde fica Omaha… pesquisas aponta vantagem de 4,5 pontos para Biden e acho que leva, fechando em 270×268.

Exatamente mesmo placar que apostei no eu fotolog em 2004, e  Bush venceu por 286-252  cuidado… https://web.archive.org/web/20041130094214/http://www.fotolog.net/nagime/?photo_id=8525314

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#Desafio REF @dia9- “A Flor do Pântano” (“Tammy and the Bachelor”, 1957, Joseph Pevney)

Demorou, mas chegou: primeiro filme bem bobo do livro, “A Flor do Pântano” é um filme bem esquecível e total veículo para Debbie Reynolds, interpretando uma menina do interior com 17 anos e sonhos de grandeza, de conhecer o mundo, mas ainda ligada a seus valores familiares. Rubens admite que a fita é ingênua e uma “sessão da tarde de antigamente”, e justifica sua seleção pela presença de Debbie. Por mais que eu adore ela e ela disparada é a melhor coisa do filme (Leslie Nielsen, décadas antes do sucesso em Corra que a polícia vem ai, é meio canastrão, mas não estraga), não vejo muitos méritos no filme. Mas convenhamos que é menos irritante que atentando aos astros de “Cantando na Chuva” é menos irritante que a série “E a mula falou”, estrelada pelo Donald O’Connor/. De qualquer maneira como eu digo ao D., é um filme que eu nunca veria, provavelmente, se não fosse pelo livro do Rubens… mas como diria Ariana Grande, thank you, next!

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#DesafioREF @dia8- “Feios, Sujos e Malvados” (Ettore Scola, 1976)

Que filme! Rubens Ewald Filho aponta que “Scola considera os favelados como colonizados, só que defende a tese de que o corrompido nunca é culpado. O responsável é sempre corruptor, ou seja, sociedade”.

Concordo quando ele diz que “coloca os personagens da forma mais humana posívelm, retratando-os sem vergonha ou condescência”. Os sentimentos, emoções, atitudes e ações de muitas personagens são naturalmente universais, reconhecíveis em várias pessoas. É um filme que apesar do visual claustrofóbico, sujo e pesado, é antes de tudo um filme humano.

O elenco está numa sintonia impressionnante. Fica a sensação, óbvia de que alguns personagens poderiam ter sido mais explorados, que alguns atores não foram tão bem aproveitados… mas num filme tão plural, que poderia se abrir para uma série ou grande épico não pode-se esperar outra coisa.

Nino Manfredi é um protagonista fenomenal, o último sobrevivente da fase de ouro da comédia italiana, neste filme com uma dignidade impressionante (“com ressonância de tragédia shakespereana”, diz REF) que apesar de todos as ações seu Giacinto ainda é alguém humano, com um olhar assustador pois podemos o reconhecer em pessoas próximas a nós.

Assim, percebemos naturalmente que nós também somos, obviamente um personagem daquela casa em que vivem mais de vinte pessoas de quatro gerações de uma família (importante ressaltar aqui o achado final maravilhoso!), e daria um ótimo teste de buzzfeed saber qual. Luciano Pagliuca tem um certo físico típico de um Ninetto Davoli, pensei que fosse um ator regular de Pasolini, e me surpreende que ele não tenha feito nenhuma outra película.

Franco Merli, famoso por Saló, exibido também em 1976 é marcante também como o filho que se prostitui vestido de mulher, mas se aproveita da cunhada. Inclusive, essa personagem é a maior exemplificação do sentimento de comunidade que une a favela, em que não existem muitos julgamentos – ou se eles existem, são privados e o sentido de união e apoio aos próximos é maior do que tudo. Maria Luisa Santella é outro destaque e tem a primeira participação de maneira impressionante, em um momento de contemplação típico de um cinema de Antonioni, que Scola tenta nos mostrar não acontece apenas na alta classe. Todos sonhamos, sentimos, e pensamos na vida, no passado, no futuro.

Algumas cenas ou passagens marcantes: a Basílica de São Pedro ao fundo, o Vaticano e toda pompa e história tão perto e tão longe; as crianças, sem nenhuma ajuda governamental ou algo assim brincando num playground trancado enquanto os adultos seguem a vida; a mãe do protagonista, uma velhinha responsável pela pensão que sustenta a casa passando o dia na RAI, vendo filmes e aprendendo inglês; a RAI que vai filmar alguma matéria de “importância social” na favela; o treino do coro; os “banquetes” na casa de praia e no bar da favela, etc.

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#DesafioREF @Dia7- “Fantasma do Paraíso” (Brian de Palma, 1974)

Que filme sensacional, minha gente!! Tem um Q de Hitchock nas referências a Psicose e a O Homem que Sabia Demai, mas um espírito bem próprio que como Rubens comenta em seu texto é um pouco parecido com Tommy, mas melhor. 

A história é bem louca, sendo impossível prever o que acontecer e conta com cenas memoráveis. Em algum momento acho que se perde um pouco, talvez com tantas referências e questòes apresentadas que nem sempre se formam de forma mais coesa. Mas ainda assim tem um visual espetacular e músicas cativantes e é um filme forte. 

AS músicas são incríveis, em especial a primeira, “Faust”, bem linda. Abaixo a versão sintetizada que lembra bastante Daft Punk e não por acaso, o compositor e autor Paul Williams é um dos colaboradores da banda francesa:

Um filme memorável sobre o poder da criação e influência artística, que ainda toca em temas do envelhecimento e memória – uma quase gag interessante faz referência a um “Arquivo Swan” que a figura interessante do empresário musical (PAul Williams) parece gerir. 

O filme deve ser espetacular de ser visto no cinema. Rubens Ewald Filho diz ter sido um dos “primeiros filme cults de verdade no Brasil”. O elenco é espetacular, em especial Williams. William Finley, um frequente colaborador de Brian De Palma também está ótimo, além da figura andrógina de Gerrit Graham e Jessica Harper, a protagonista de Suspiria

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#DesafioREF @Dia6- “O Estranho Caminho de São Tiago ou A Via Láctea” (La voie Lactée, 1969, Luis Buñuel)

Foi sem dúvida o filme mais difícil que assisti neste desafio e já vi um pouco cansado. Não tem como insistir e apenas de curtir o filme, e quem sabe, revisitá-lo em outro momento. Nem tenho muito o que falar também.

De qualquer maneira, é um filme delicioso, divertido, por mais que não faça muito sentido a princípio. O filme é uma coleção de momentos de heresia da igreja e várias sequências são geniais e tem diálogos super ferozes. Rubens Ewald Filho fala que é ö filme de um jovem contestador que faz brincadeiras à la Godard”e realmente algumas coisas do filme lembram Weekend do ano anterior. Um filme para ver ou rever e que pode ser curtido sem muita preocupação ou ser analisado em detalhes a cada sequência.

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#DesafioREF #Dia5 – “Diabólicos Sedutors” ( “Something for Everyone”, 1970, Harold Price)

Um filme super delicioso de assistir, uma espécie de variação de “Teorema”, mais livre e que se leva menos a sério do que o trabalho de Pasolini. Michael York tem um corpo estranho e um olhar super sedutor, com sua bicicleta e shortinho vai conquistando tudo e todos. Ao avistar o castelo dos seus sonhos e livros de infância, Conrad parte destinado a fazer parte daquele mundo.

Os habitantes do castelo bavariano vão pouco a pouco se apaixonando pelo estranho que traz uma vida nova: a mãe viúva, Condessa Herthe von Ornstein (Angela Lansbury), e seus filhos Konrad  (Anthony Corlan e Jane Carr). A família decadente é salva pelo casamento arranjado de Konrad e de Annelisse (Heidelinde Weis), filha de turistas americanos novo-ricos.

O filme não poupa críticas, seja à burguesia e nobreza decadente vivendo nas ruínas de um passado e dos novos ricos apegas a memórias e aos desejos de uma fantasia;  até uma inusitada aparição do filho de um antigo coronel nazista que se apega a sua memória.  

Comentei brevemente no texto de “Amor Estranho Amor” que era a contribuição tardia brasileira a uma tradição de liberdade sexual na tela e é muito perceptível aqui. Konrad é apresentado como um homem bissexual, mas que o sexo e o desjeo não somente é totalmente livre, quanto é usado como moeda de poder. Se tem alguém em todo o filme que ele não se entrega a qualquer relação é justamente a mais nova, gordinha e chata, e parece apontar que sim, Konrad ainda que usando de seu charme, escolhe os parceiros por um desejo, mas o final surpreendente quebra essa ideia. É uma breve e súbita mudança de perspectiva, mas que é importante. Ele confessa que “tem suas preferências” para Konrad, mas é difícil ter certeza se é uma fala honesta ou interesseira, inclusive pelo destino dado a seu primeiro relacionamento no filme. 

Rubens Ewald Filho diz que Lansbury “tem pouco mais a fazer que dar longas caminhadas”, mas eu discordo. Acho ela sensacional e interessante no filme e se como REF mesmo diz, seus diálogos são memoráveis é em parte por conta de sua presença e atuação. O roteiro é sensacional e os diálogos fluem perfeitamente.

York é fascinante e tem seu melhor momento no cinema, a meu ver, superior ao de Cabaret em que faria basicamente um personagem parecido mas num mundo mais “realista”. Anthony Corlan (atualmente conhecido como Anthony Higgins), que não conseguiu uma carreira apesar do porte de galã, também está muito bem como o jovem atormentado e apaixonado por Conrad.

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#DesafioREF #Dia4- “De Punhos Cerrados” (“I pugni in tasca, 1965) de Marco Bellocchio

Um poderoso e inquietante filme sobre o papel da família na sociedade burguesa italiana dos anos 1960, mas que soa atual e poderoso ainda para a atualidade. A família isolada numa casa decrépita e a agonia de ver tantos personagens sem rumo, . 

Rubens Ewald Filho, que considerou esse filme o melhor do ano dentre os que estrearam no Brasil em 1970, fala em “família de epilépticos” e “todos doentes”, mas nem sei se isso é importante. O tema da doença em si é um tanto negligenciado, mas o filme lida com essa série de personagens que parece reconhecer um local na sociedade em que estão mais sugando do que participando e ficam felizes em ocupar tal espaço.

REF fala ainda de “choque final: brutal, humano  desesperado” e que “o espectador é literalmente violentado em sua plácida comodidade, em todas as coisas que ele acreditou serem: sagradas, intocáveis e imortais”. Talvez o tempo tenha retirado este caráter mais chocante e revolucionário do filme, o que é uma benção: fica o retrato cru e poderoso de uma família num espaço xis de tempo e espaço, mas que não pretende-se ser original: é uma história que se passa a todo tempo e a todo lugar e não à toa a parte final envolve tantos espelhos e recordações).

Curioso que REF coloca o protagonismo no irmão mais velho Augusto (Marino Masé) e parece compreender que o irmão mais novo Alessandro (Lou Castel), age daquele jeito para ajudá-lo. Eu já discordo desta interpretação. Me parece que Alessandro, em tanto que reconhecendo suas limitações e seus problemas a princípio pensa sim em livrar o irmão (como na famosa cena do passeio) de todo o sofrimento, mas depois ele resolve tomar para si o protagonismo de sua vida e percebe que ele também tem o “direito” de viver uma vida normal, longe destas pessoas neuróticas a seu lado.

É uma mudança de chave importante e um redirecionamento de interesses e perspectivas que tanto assusta quanto liberta, expondo assim as assustadoras liberdades da consciência humana. A mesma família que afaga e faz cafuné e o faz esquecer dos problemas, é aquela que causa todos os conflitos, num eterno círculo vicioso e tóxico, que Alessandro identifica e tenta resolver a seu modo.

É o filme de estreia de Marco Bellocchio, com uma interpretação poderosa de Lou Castel, também em seu primeiro filme. Eu já era fã dele em Warnung vor einer heiligen Nutte de Fassbinder e fiquei curioso para ver mais filmes com ele (especialmente um enigmático Cambio de Sexo de Vicente Aranda, de 1976). Ele por vezes parece estar num filme (contemporâneo) de Andy Warhol especialmente quando a câmera foca apenas nele com fundo preto, focalizando neste corpo todas as dores e anseios do mundo, ainda que forçando uma sensação de isolamento completo, um desligar-se não só das dores e dificuldades, mas especialmente das outras pessoas, que pode não somente ser imoral, mas mortal.

Quanto à Bellocchio, que eu conheço principalmente pelo cinema político do século XXI, já botei na listinha gigante Il diavolo in corpo, baseado no prodígio francês Raymond Radiguet.

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#DesafioREF #Dia3 – “Cria Cuervos” (1976) de Carlos Saura

Primeira obra-prima que vi neste desafio. Não conheço muito do cinema de Carlos Saura nos anos 1970, quando ele era bem “cult” (sempre tive curiosidade por “Mamãe faz 100 anos”), e não esperava um filme tão lindo quanto este. Escrito especificamente para Ana Torrent, então com 9 anos, e vinda do sucesso de “O Espírito da Colmeia”, é um filme cheio de ternura sobre uma infância difícil ainda que num ambiente aparentemente tranquilo.

Ainda sofrendo pela morte de sua mãe, Ana culpa o pai pelos momentos tristes e pela infelicidade da mãe, interpretada por Geraldine Chaplin e o envenena, passando a morar com a tia rígida e a avó solitária, que passa seus dias silenciosa numa cadeira de rodas além de suas fieis companheiras: as duas irmães (uma mais velha e uma mais nova) e a empregada doméstica Rosa que cuida da família há anos..   

É neste ambiente feminino, em que todos os homens em volta são todos militares que as seis mulheres (ou sete, com a mãe, ou oito com Ana adulta, ambas interpretadas por Chaplin). A Ana adulta é dublada por Julieta Serrano em um castelhano fluente, enquanto a mãe de Chaplin com o castelhano permado por um leve sotaque dá a sensação sempre de estar em um fora de lugar, um local que está sufocando sua própria identidade.

Não a toa, o filme é lido como um retrato perfeito dos últimos dias do franquismo, em que uma casa grande e abandonada – a tia repete sempre do estado em que ela estava -, se esconde por trás de uma pujante avenida madrilenha, com suas publicidades. É um filme que provavelmente ressoava com o Brasil e com os dois outros filmes já vistos – seja a tirania política de “A Confissão” ou a mansão isolada no meio de uma metrópole de “AMor Estranho Amor”

Acho particularmente bonito como Saura cria a personagem da tia, entre o autoritarismo e falta de amor maternal, mas ao mesmo tempo uma preocupação real no que ela acha que é o melhor para as meninas. É uma caracterização complexa, mas Monica Randall encontra o tom perfeito. Florinda Chico é outro achado como a empregada amorosa e que luta comandar a casa de forma silenciosa. 

As cenas relacionadas a memória são bem emocionantes e não a toa, o filme inicia-se com uma panorâmica por um caderno de fotos. O vai e vem da mãe de Ana é bem bonito, numa relação quase proustiana que a menina tem com os locais e objetos da casa: as cenas na piscina em especial são muito bonitas. O uso de “porque te vas”, como balada bubble gam que expressa os sentimentos tristes de Ana é perfeito, assim como a cena maravilhosa em que sua mãe toca uma música triste no  piano.

Um grande achado de Saura e da montagem foi intercalar cenas do presente com o futuro, em que Ana reflete sobre sua infância, de forma muito seca e triste. O filme funciona bem como uma desmistificação da infância e poderia entrar em qualquer mostra de filmes sobre crianças assustadoras, talvez por mostrar simplesmente que as crianças não são tão fofas quanto gostamos de imaginar – daí lembro do “Won’t you be my neighbour?”, filme incrível sobre Fred Rogers.

Como Rubens Ewald Filho aponta em seu texto, existe uma fronteira entre o real e imaginário que perpassa todo o filme, notadamente na “surpresa” do final que acaba colocando muita coisa em cheque, mas dando uma maior complexidade às imagens apresentadas anteriormente. Um filme que provavelmente ganhará muito em uma revisão. 

Esse texto é parte de um desafio de finalmente assistir, durante o mês de junho, a todos os filmes listados no “Cult-Movies do Século XX” de Rubens Ewald Filho no mês de junho. Ele inclui 101 filmes em seu livro, que foi o primeiro de cinema que comprei em dezembro de 2001 – junto com eus outros “Os cem melhores filmes do século XX” e os “100 Maiores Diretores”. Até maio eu já tinha visto 76 e resolvi me desafiar em ver esses 25 filmes que sempre me marcaram pelos títulos e informações incluídas no livro. No final do mês comento sobre os outros que já tinha visto e faço minha lista de preferidos. Foi o quarto filme visto.

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#DesafioREF #Dia2 – “A Confissão” (L’Aveu, 1970) de Costa-Gavras

Sou um grande fã de “Missing” e curto muito “Z” também mas não conheço tanto os outros filmes políticos de Costa-Gavras e foi um prazer assistir “A Confissão” (Faltam “Estado de Sítio”, “Crime no carro dormitório” e “Um homem aa mais”, dentre os clássicos). O interesse maior pelo lado político aqui foi exibir os mesmos métodos de tortura e opressão política mas do lado do regime comunista, num país do centro europeu. A referência aqui é ao caso que matou Rudolph Slanaky e acabou absolvendo Arthur London, autor do livro que originou o filme.

O início do filme é bem confuso, com as muitas referências à segunda guerra, guerra civil espanhola e luta pelo socialismo e anti-nazismo, além de evidentes disputas internas pelo poder. O que aparentava ser um complicado quebra-cabeças político, se torna um libelo contra o autoritarismo em cenas gráficas e fortes de tortura contra o político que é acusado de ter uma conexão com um espião britânico ao qual era próximo durante a Guerra.

O julgamento falso e midiático é apresentado de forma correta e interessant e as questões políticas permanecem atuais, mas o filme segue uma didática muito clara. Assim como o filme acusa o teatro apresentado pelos líderes do Partido Comunista, Costa-Gavras sabe de imediato quem interpreta qual papel neste espetáculo. Falta o humanismo neste filme, ainda que como Rubens Ewald Filho comenta em sua crítica que “A Confissão é uma reflexão sobre o sujeito e o objeto da política: o homem”.

Os atores seguram muito bem, seja Yves Montand que incorpora com precisão o peso de uma tortura física e mental nos muitos meses de prisão, e especialmente Simone Signoret, a prisão em liberdade, vivendo um dia-a-dia pesado e sem perspectivas seja para o seu futuro ou para a relação com  Ainda que o filme deixe claro que “Nesta engrenagem, o homem é a maior vítima”, falta no filme o aprofundamento seja de Gerard (Montand) enquanto tenta sobreviver na prisão ou de sua esposa Lise (Signoret) tentando readequar sua vida de esposa de um poderoso político a uma esposa de um acusado”. 

Visto em 2 de junho de 2020, em Campos dos Goytacazes

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